Para deixar o interior do veículo, os alunos tiveram que utilizar uma escada providenciada por moradores Foto Rede Social/Reprodução
Caso de ônibus que deixou estudantes em pânico provoca questionamentos
Após estudantes escaparem pelas janelas no interior de Campos, causas do incidente permanecem sem esclarecimento.
Um incidente envolvendo um ônibus escolar que derrapou ao atravessar uma ponte de madeira na localidade de Palmares, em Campos dos Goytacazes, continua repercutindo. O caso levanta questionamentos sobre a segurança do transporte de estudantes e deixa os pais apreensivos, embora, felizmente, não tenha deixado vítimas.
A cobrança da comunidade é focada nas condições da infraestrutura utilizada no deslocamento não apenas de estudantes, mas também de moradores da zona rural. O episódio ocorreu na quinta-feira (22), quando alunos do Colégio Estadual Baltazar Carneiro precisaram sair pelas janelas do veículo após o coletivo ficar parcialmente pendurado para fora da estrutura da ponte.
Até o momento, não foram apresentados resultados de perícia que comprovem a causa da derrapagem. No entanto, a Secretaria de Agricultura do município informou que o acidente pode ter sido provocado por um problema em uma das rodas do ônibus. Quanto à estrutura da ponte, o órgão garantiu que não houve rompimento e que existe um projeto de melhorias para a localidade.
A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), responsável pelo transporte dos alunos da rede estadual, também não foi incisiva em sua manifestação. O órgão apenas informou que os estudantes foram retirados em segurança e transferidos para outro coletivo, que os conduziu até a escola.
IMTT não interfere
A Seeduc pontuou que mantém contato com os responsáveis pelos estudantes e que adotará medidas adicionais de segurança para evitar a repetição de episódios semelhantes. No entanto, não detalhou publicamente quais seriam essas medidas, nem se foi instaurado um procedimento administrativo para apurar o caso.
O Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT) esclareceu que não tem responsabilidade sobre o transporte escolar rural. Contudo, o presidente da autarquia assinalou que o órgão realiza fiscalização permanente e rigorosa nos ônibus que fazem as linhas entre o centro da cidade e o interior, com foco na segurança dos passageiros.
A reportagem não conseguiu contato com a empresa responsável pelo ônibus. Apurou-se, porém, que se forem constatadas falhas na manutenção do veículo, no cumprimento das exigências de segurança ou na fiscalização do serviço, os responsáveis estarão sujeitos às medidas administrativas e legais cabíveis.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.