Curso reuniu candidatos que irão atuar na linha de frente contra incêndios florestais em unidades de conservaçãoFotos: Michelle Reis e Jorge Leite

Casimiro de Abreu - A chegada do período mais seco do ano acende um alerta silencioso nas áreas de preservação ambiental do interior fluminense. Em meio ao avanço das temperaturas elevadas e ao aumento do risco de queimadas, novos brigadistas começaram a ser preparados para proteger algumas das reservas ecológicas mais importantes da região.
O treinamento foi realizado pelo Núcleo de Gestão Integrada Mico-leão-dourado, do ICMBio, responsável pela administração da Reserva Biológica União, da Reserva Biológica de Poço das Antas e da Área de Proteção Ambiental do Rio São João.
A capacitação faz parte da seleção de agentes temporários ambientais que irão atuar diretamente na prevenção e no combate aos incêndios florestais, especialmente nos meses em que a estiagem costuma elevar o número de ocorrências.
Curso reuniu candidatos que irão atuar na linha de frente contra incêndios florestais em unidades de conservação - Fotos: Michelle Reis e Jorge Leite
Curso reuniu candidatos que irão atuar na linha de frente contra incêndios florestais em unidades de conservaçãoFotos: Michelle Reis e Jorge Leite
Antes de chegarem à etapa final do processo, os participantes enfrentaram provas físicas e testes práticos de resistência e habilidade no uso de ferramentas agrícolas. Entre as atividades estavam limpeza de áreas delimitadas, manuseio de equipamentos e exercícios voltados às situações reais enfrentadas em operações de combate ao fogo.
Segundo a chefe do núcleo, Gisela Carvalho, a preparação exige condicionamento físico, atenção e capacidade técnica para lidar com cenários extremos.
“O trabalho do brigadista exige esforço intenso e preparo constante. É uma função essencial para proteger as unidades de conservação”, destacou.
Além do treinamento operacional, os candidatos também receberam orientações sobre primeiros socorros, manejo integrado do fogo, preservação ambiental e técnicas de queima controlada. O objetivo é garantir respostas rápidas e seguras diante de emergências ambientais.
De acordo com o analista ambiental Gustavo Luna, responsável pela gestão do fogo no núcleo, o reforço das equipes se torna ainda mais importante entre junho e setembro, período em que o número de incêndios costuma crescer por causa da baixa umidade e da vegetação seca.
“São esses profissionais que estarão na linha de frente durante as emergências. Precisamos de equipes capacitadas e preparadas para proteger nossas unidades de conservação”, afirmou.
As áreas protegidas administradas pelo NGI possuem papel fundamental na preservação da fauna e flora da Mata Atlântica, além de abrigarem espécies ameaçadas, como o mico-leão-dourado, símbolo da conservação ambiental no estado do Rio de Janeiro.
Curso reuniu candidatos que irão atuar na linha de frente contra incêndios florestais em unidades de conservação - Fotos: Michelle Reis e Jorge Leite
Curso reuniu candidatos que irão atuar na linha de frente contra incêndios florestais em unidades de conservaçãoFotos: Michelle Reis e Jorge Leite