Pesquisadores e gestores ambientais participaram de encontro que fortaleceu ações de conservação no território do Mico-Leão-DouradoFoto: Divulgação
ICMBio promove Encontro de Pesquisadores para fortalecer a gestão participativa das unidades de conservação do território do Mico-Leão-Dourado
Universidades federais e estaduais, Embrapa, ONGs e instituições parceiras se reuniram para ampliar a cooperação científica e fortalecer a conservação da biodiversidade
Rio das Ostras - Rio das Ostras se transformou, nesta semana, em um importante ponto de encontro para quem dedica a vida à preservação da natureza. Pesquisadores, especialistas e gestores ambientais participaram do II Encontro de Pesquisadores do território do Mico-Leão-Dourado, iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que buscou aproximar a produção científica das ações práticas de conservação ambiental.
O evento reuniu representantes de universidades federais e estaduais, centros de pesquisa, organizações não governamentais e instituições parceiras em uma ampla troca de conhecimentos voltada à proteção de três importantes unidades de conservação: a Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado, a Reserva Biológica de Poço das Antas e a Reserva Biológica União.
Mais do que apresentar pesquisas, o encontro abriu espaço para o diálogo entre quem produz conhecimento e quem atua diretamente na gestão das áreas protegidas. A proposta foi identificar desafios comuns, compartilhar experiências bem-sucedidas e ampliar a cooperação entre as instituições envolvidas na preservação da biodiversidade fluminense.
Segundo a chefe do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio/Mico-Leão-Dourado, Gisela Carvalho, a criação da gestão integrada fortaleceu a aproximação entre pesquisadores e gestores ambientais.
"Antes, eventos desse tipo aconteciam de forma isolada em cada unidade de conservação. Hoje, conseguimos reunir diferentes especialistas em um ambiente de construção coletiva, fortalecendo o intercâmbio de ideias e a busca por soluções conjuntas para os desafios ambientais", destacou.
A programação abordou estudos sobre fauna, flora, recursos hídricos e manejo ambiental, além de apresentar experiências que já contribuem para a tomada de decisões na conservação dos ecossistemas da região. Um dos destaques foi a mesa-redonda sobre a gestão do Rio São João e do Reservatório de Juturnaíba, incluindo pesquisas relacionadas ao guaiamum, espécie ameaçada de extinção.
Além das palestras e debates, os participantes integraram uma plenária colaborativa destinada a levantar sugestões e apontar prioridades para futuras pesquisas. As propostas serão reunidas em um documento técnico que servirá de referência para novas estratégias de gestão das unidades de conservação.
A analista ambiental Tatiana Mello ressaltou que a iniciativa fortalece a relação entre a ciência e a proteção do patrimônio natural.
"O encontro representa um avanço na construção de uma gestão cada vez mais participativa, baseada em evidências científicas e na colaboração entre pesquisadores, gestores e instituições parceiras. Essa integração amplia a capacidade de conservação da biodiversidade e fortalece o território do Mico-Leão-Dourado", afirmou.
O II Encontro de Pesquisadores contou com o apoio do Projeto Apoio às Unidades de Conservação, do Funbio, do TAC Frade, dos monitores ambientais da Vale, do GEF Áreas Privadas e da Câmara Técnica de Pesquisa e Monitoramento do Conselho Consultivo Integrado, consolidando uma ampla rede de cooperação em defesa do patrimônio ambiental da região.

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