Medida judicial amplia investigação do Ministério Público e determina bloqueio milionário de bens e valores de investigadosFoto: Reprodução da Internet
Bloqueio de R$ 270 milhões amplia investigação sobre contratos públicos em Casimiro
Decisão da Justiça atinge pessoas físicas e jurídicas investigadas por suspeitas de lavagem de dinheiro; apuração do Ministério Público permanece sob sigilo
Casimiro de Abreu - Uma decisão da Justiça colocou até R$ 270 milhões em bens e valores sob bloqueio e elevou o alcance da investigação que apura suspeitas de fraudes em contratos públicos de Casimiro de Abreu. A medida foi solicitada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e representa um novo avanço nas diligências voltadas à identificação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos.
A determinação foi expedida pela 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital, atendendo a um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e autorizou o sequestro de contas bancárias, imóveis, veículos e outros ativos pertencentes aos investigados, até o limite de R$ 270 milhões.
Segundo o Ministério Público, as investigações identificaram indícios de irregularidades em processos licitatórios, concentração de contratos em determinadas empresas e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica de pessoas e empresas investigadas. O objetivo é esclarecer a origem dos recursos e verificar se houve um mecanismo estruturado para ocultação e dissimulação de patrimônio.
As apurações apontam que uma empresa considerada pelos investigadores como o principal núcleo do suposto esquema recebeu mais de R$ 116 milhões em recursos públicos entre os anos de 2018 e 2025, por meio de contratos administrativos e termos aditivos celebrados com o município. Esses documentos passaram a integrar o conjunto de provas analisadas durante a investigação.
O rastreamento patrimonial foi realizado com apoio do Núcleo de Apoio à Persecução Penal e Recuperação de Ativos (NAPPRA) e da Coordenadoria de Inteligência da Investigação do Ministério Público, responsáveis pelo levantamento de informações financeiras e patrimoniais dos investigados.
O MPRJ informou que a investigação segue sob sigilo judicial. Por esse motivo, os nomes das empresas e das pessoas investigadas não foram divulgados, preservando o andamento das diligências e das futuras etapas da apuração.
A equipe de reportagem do Jornal O DIA procurou novamente a Prefeitura de Casimiro de Abreu, por meio de contato oficial enviado por e-mail, para que o município se posicionasse sobre o caso. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação, e a matéria seguirá atualizada caso a administração municipal encaminhe resposta oficial.
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