Movimentações do Ministério Público e da Câmara Municipal ampliaram o debate sobre contratos públicos em Casimiro de AbreuFoto: Reprodução da Internet

Casimiro de Abreu - Casimiro de Abreu entrou no centro de um novo capítulo da política regional após uma sequência de ações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) provocar reflexos tanto no Executivo quanto no Legislativo. O avanço das investigações intensificou o ambiente de instabilidade política e estimulou vereadores da oposição a articularem a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), que passou a ser chamada nos bastidores de "CPI das Licitações".
A iniciativa é conduzida pelos vereadores Lelei da Marmoraria (Cidadania) e Rosimery de Pezão (Podemos), que buscam reunir o número mínimo de assinaturas para instaurar a comissão. O objetivo, segundo informações divulgadas pelo jornalista Daniel Galvão, é investigar contratos, processos licitatórios e aditivos firmados durante a gestão do prefeito Ramon Gidalte (PL).
A movimentação ganhou força depois que uma das ações propostas pelo MP-RJ resultou na determinação judicial de bloqueio de aproximadamente R$ 270 milhões em bens e contas de investigados relacionados ao caso. Conforme a publicação, a futura comissão pretende apurar repasses efetuados pelo município a empresas privadas que também figuram entre os alvos das investigações conduzidas pelo Ministério Público por suspeitas de fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Ainda de acordo com o blog, o cenário também teria provocado desconforto entre integrantes da própria base governista na Câmara Municipal. Nos bastidores, parlamentares demonstrariam insatisfação com os desdobramentos das investigações, circunstância que poderia ampliar o apoio político necessário para a instalação da CEI.
Enquanto os debates se concentram sobre possíveis irregularidades envolvendo contratos da administração municipal, o Poder Legislativo também permanece sob investigação do Ministério Público. Em outro procedimento, o órgão apura supostas irregularidades relacionadas ao uso da frota oficial da Câmara Municipal.
Entre as determinações expedidas pelo MP-RJ estão a divulgação atualizada da relação completa dos veículos oficiais, incluindo placa, modelo, ano de fabricação e número patrimonial, além da obrigatoriedade de manter registros detalhados sobre cada deslocamento, contendo horário de saída e retorno, quilometragem inicial e final, destino, identificação do motorista e padronização visual dos automóveis pertencentes ao Legislativo.
A reportagem do jornal O DIA voltou a procurar a Prefeitura de Casimiro de Abreu para obter posicionamento oficial sobre os fatos mencionados nas investigações. O contato foi realizado por e-mail, porém, até a publicação desta edição, não houve resposta.