Gilberto Figueira de Araújo Jr. ocupava cargo comissionado no gabinete do prefeito Ramon GidalteFoto: Reprodução Rede Social
Servidor de Casimiro é exonerado após aparecer em ato político
Gilberto Figueira estava lotado no gabinete do prefeito Ramon Gidalte e foi visto em caminhada em São Pedro da Aldeia durante o expediente
Casimiro de Abreu - Uma exoneração publicada no Diário Oficial de Casimiro de Abreu voltou a colocar em discussão a presença de servidores públicos em atividades políticas durante o horário de expediente. Gilberto Figueira de Araújo Jr., que ocupava um cargo comissionado no gabinete do prefeito Ramon Gidalte, deixou a função por meio da Portaria nº 0854/2026, publicada em 21 de agosto.
Seis dias antes da publicação da portaria, Gilberto havia sido visto em uma caminhada política em São Pedro da Aldeia, da qual participou o candidato Eduardo Paes. Imagens do ato registraram a presença do servidor fora do município durante o horário de expediente.
A caminhada também teve uma ocorrência envolvendo a Justiça Eleitoral. Durante a atividade, agentes recolheram uma caixa de som utilizada no evento.
A presença de Gilberto no ato gerou questionamentos sobre sua situação funcional naquele momento, principalmente sobre eventual autorização para deixar o município durante o expediente e participar da atividade política.
A Portaria nº 0854/2026 confirma a exoneração do servidor, mas não informa que a participação na caminhada tenha sido a causa da medida. Por isso, não há, até o momento, confirmação oficial de que os dois fatos estejam relacionados.
O episódio, no entanto, levantou dúvidas sobre o acompanhamento da jornada de servidores ocupantes de cargos comissionados e sobre os procedimentos adotados pela administração para fiscalizar o cumprimento das funções públicas.
A equipe de reportagem procurou Gilberto Figueira de Araújo Jr. para que ele esclarecesse a participação na caminhada, informasse se havia autorização para sua presença no ato durante o expediente e comentasse a exoneração. Até a publicação desta matéria, não houve resposta.
Também foi solicitado posicionamento da administração municipal sobre a eventual autorização e sobre a exoneração. Não houve manifestação até o momento.
O caso permanece, portanto, com dois fatos confirmados: a presença do então servidor em uma atividade política durante o expediente e sua posterior exoneração, sem que a portaria estabeleça uma relação entre os acontecimentos.
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