Presidente do Salgueiro rompe o silêncio, expõe bastidores e saída de Marcella pega fogo
Após a saída da porta-bandeira para a Unidos do Viradouro, anunciada ontem, 24, presidente do Salgueiro detalha bastidores do último ciclo, fala em "decisão pré-meditada" e revela insatisfação com atrasos no ano de 2025 rumo ao Carnaval 2026
Marcella Alves encerra ciclo de cerca de 14 anos no Salgueiro após o Carnaval 2026 e agora defenderá o pavilhão da Unidos do Viradouro
- Foto: Salgueiro
Marcella Alves encerra ciclo de cerca de 14 anos no Salgueiro após o Carnaval 2026 e agora defenderá o pavilhão da Unidos do Viradouro
Foto: Salgueiro
Ela foi elegância, técnica e regularidade durante cerca de 14 anos defendendo o primeiro pavilhão salgueirense. Marcella Alves não deixa o Salgueiro como coadjuvante da própria história. Sai como protagonista de um ciclo vitorioso, reconhecida como uma das grandes porta-bandeiras da sua geração.
Após a saída da porta-bandeira para a Unidos do Viradouro, anunciada ontem, 24, o presidente do Salgueiro, André Vaz, decidiu se pronunciar e trouxe à tona declarações que mudaram o clima da despedida.
Segundo ele, a comunicação aconteceu ontem, 24, por volta das 17h, em reunião com a diretoria. Em entrevista à TV Mais Carnaval, o presidente afirmou que a escola foi pega de surpresa, já que houve três conversas sobre renovação e existia um planejamento estruturado de três anos, incluindo a possibilidade futura de cargos de diretoria remunerados caso o casal decidisse encerrar o ciclo na avenida.
“A gente entendeu que estava pré-renovado”, declarou.
Marcella formou, ao lado de Sidcley, um dos casais mais consistentes da última década. O próprio presidente reconheceu publicamente “as notas 10 que ela junto com o Sidney Clay trouxeram para o Salgueiro”.
Mas, ao detalhar o último ciclo, referente ao ano de 2025 rumo ao Carnaval 2026, o discurso ganhou outro tom.
André Vaz relatou que, ao longo de 2025, durante a preparação para o desfile de 2026, houve “atraso em treinamento”, “falta de treinamento”, ensaios técnicos começando “20 minutos, meia hora atrasado”, situações em que “tinha ensaio marcado às 9h e chegava 10h” e até casos de “ensaio de duas horas que só treinava meia hora”. Segundo ele, foi necessário intervir em janeiro deste ano e estabelecer exigências formais para reorganizar a rotina do casal.
Também mencionou que Sidcley chegou a treinar sozinho na praia nesse período de preparação, algo que, segundo ele, não estaria alinhado com o planejamento da escola. Além disso, apontou menor presença da porta-bandeira em eventos sociais e projetos internos ao longo do último ano.
Em um dos trechos mais contundentes, afirmou que, na sua leitura, a decisão foi “pré-meditada”.
Outro ponto de desconforto foi a suposta tentativa de levar Sidcley e a preparadora Marcella Gil para fora do Salgueiro. “Já que ela tomou a decisão dela, que seguisse a decisão dela.”
A mudança também ganhou repercussão por conta do relacionamento da porta-bandeira com Marcello Calil, integrante da diretoria da escola de Niterói. Oficialmente, não há declaração de que esse tenha sido o motivo determinante da mudança, mas nas redes sociais o debate se intensificou:
“Ela não podia ter separado as coisas e continuado no Salgueiro?”
“Até quando vai esse relacionamento?”
“Depois vai querer voltar.”
“Vida pessoal não pode interferir na profissional.”
O presidente reforçou que “a instituição é maior que qualquer pessoa” e garantiu que o Salgueiro segue estruturado para 2027.
Marcella deixa o Salgueiro com brilho técnico indiscutível.
O que permanece agora é a disputa de versões dentro e fora da avenida.
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