Jojo Todynho volta ao centro da polêmica com Malévola e expõe uma dinâmica recorrente: desafetos que crescem publicamente a partir dos embates com a cantoraFotos: rede social
Ninguém aguenta mais essa tal de Malévola, mas a culpa é da Jojo Todynho
Cantora tem uma mão pesada nas redes e acaba transformando desafetos em personagens públicos
Ninguém aguenta mais essa tal de Malévola. A internet já entendeu a confusão, já comentou, já riu, já criticou e agora parece estar naquele ponto em que a treta deixou de ser curiosa para virar insistente. Só que, por mais cansativa que Malévola tenha se tornado, é preciso dizer sem rodeio: a culpa é da Jojo Todynho.
Jojo tem uma mão pesada nas redes. Para uns, uma mão abençoada. Para esta coluna, talvez nem tanto. Porque, quando Jojo entra em um embate, ela não apenas responde. Ela ilumina. Ela amplia. Ela dá nome, sobrenome e palco para quem, muitas vezes, estava justamente procurando esse lugar.
E isso não acontece de hoje. Jojo virou uma espécie de fábrica de criar personagens. Pessoas entram no confronto com ela já entendendo o jogo. Provocam, esperam a resposta, ganham seguidores, viram assunto, passam a ser chamadas para entrevistas, programas, realities, podcasts e começam a construir uma fama em cima da confusão.
Malévola é só mais um exemplo desse fenômeno. Pode ser inconveniente, pode ter passado do limite, pode ter cansado todo mundo. Mas ela só virou essa figura repetida nas redes porque encontrou do outro lado uma artista com força suficiente para transformar qualquer provocação em acontecimento.
Jojo sabe disso. Ou deveria saber. Afinal, ela mesma conhece bem esse caminho. Lá atrás, também foi projetada nacionalmente depois de ser impulsionada por Anitta, em uma relação pública que ajudou a apresentar seu nome para um Brasil inteiro. A diferença é que Jojo tinha carisma, presença e soube transformar oportunidade em carreira.
O problema é que nem todo mundo que nasce desse tipo de exposição tem conteúdo para sustentar o personagem depois. Aí sobra barulho. Sobra repetição. Sobra uma tentativa eterna de continuar no centro do assunto. E o público, que no começo assiste curioso, depois começa a se perguntar: até quando?
Malévola pode até ser a personagem da vez, mas Jojo precisa entender que nem toda resposta merece palco. Porque, no fim, quando ela responde, ela não apenas se defende. Ela cria. E, às vezes, cria exatamente aquilo que depois ninguém mais aguenta assistir.

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