Aliados do dirigente afirmam ter identificado uma articulação de bastidor para desgastar sua imagem e ameaçar sua permanência no comando da entidade Foto: Reprodução Instagram
Exclusivo A quem interessa derrubar o presidente da CBF, Samir Xaud?
Aliados do dirigente afirmam ter identificado uma articulação de bastidor para desgastar sua imagem e ameaçar sua permanência no comando da entidade
Bomba, bomba, bomba! A Coluna Andrei Lara apurou e recebeu informações de que, para além das questões de foro íntimo envolvendo Samir Xaud, existe um movimento articulado para tentar derrubar o presidente do comando da CBF.
E aí vem a pergunta que começa a circular nos bastidores do futebol brasileiro: a quem interessa desestabilizar Samir Xaud neste momento?
Segundo interlocutores ouvidos pela coluna, nada disso teria sido gratuito. A avaliação é que a crise foi construída, pensada e amplificada para atingir diretamente o presidente da CBF em um momento de grande exposição da Seleção Brasileira. Aproveitaram falhas de Xaud, deram dimensão máxima ao episódio e transformaram uma crise pessoal em um problema de proporção institucional.
O movimento, segundo essas mesmas fontes, é ramificado, circula nos bastidores da entidade e em seu entorno e tem como objetivo desgastar a imagem de Xaud, ainda mais quando o ambiente já vinha carregado por debates sobre Neymar, desempenho, pressão da torcida e cobrança pública em cima da equipe.
O caso, que começou no campo pessoal, ganhou força e passou a ser usado como munição para tentar enfraquecer o presidente internamente. A avaliação nos bastidores é que o desgaste não mira apenas a imagem de Xaud, mas sua permanência no cargo.
Aliados de Xaud afirmam que já foi feita uma varredura interna para verificar se as despesas citadas nas denúncias teriam sido pagas pela CBF. Até aqui, nada foi encontrado.
O dirigente também apresentou aos presidentes das federações estaduais comprovantes relacionados às viagens mencionadas. Pessoas próximas afirmam que, em pelo menos um dos casos, o valor divulgado publicamente não bate com o valor que teria sido efetivamente pago por Xaud. A movimentação foi interpretada por aliados como uma tentativa de demonstrar que as despesas não teriam saído dos cofres da entidade.
Ao longo da semana, aliados da cúpula da CBF conversaram com clubes para tentar assegurar que o episódio não abalasse a estabilidade de Samir Xaud no cargo. A movimentação fez parte da estratégia de contenção de crise e de blindagem do presidente nos bastidores. A avaliação era de que, naquele momento, o mais importante seria preservar a governabilidade da entidade e evitar que o desgaste extrapolasse o campo da imagem para atingir sua sustentação interna.
A ordem, neste momento, é evitar confronto direto. A estratégia é blindar a imagem do presidente, reduzir o desgaste e impedir que a crise seja transformada em combustível para quem deseja vê-lo fora do cargo.
Nos bastidores, a leitura é que os principais autores dos movimentos contrários a Samir Xaud já foram identificados. Agora, a regra é não deixar que esse clima atrapalhe a Seleção Brasileira nem contamine o ambiente da Copa do Mundo.
A tropa de choque de Xaud é grande e, segundo pessoas próximas ao presidente, tem muita gente incomodada com o que está acontecendo. A orientação é esperar a poeira baixar. Mas, quando a Copa passar, aguardem: a resposta deve vir um por um.
Pois é, leitores desta coluna: quando uma crise deixa de ser apenas uma crise e passa a ser aproveitada por interesses de poder, o jogo muda de figura. E, pelo que esta coluna já apurou, há sinais de que o desgaste em torno de Samir Xaud pode estar sendo alimentado por movimentos que vão além do episódio em si.

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