Viih Tube e Eliezer tiraram o reality As Patroas das redes depois da enxurrada de críticas.Foto: reprodução

Viih Tube e Eliezer tiraram do ar o reality As Patroas depois de uma enxurrada de críticas nas redes sociais. A atração colocava 11 funcionários da família, entre babás, motorista, cozinheira, lavadeira e governanta, para disputar prêmios em dinheiro, benefícios e até uma motocicleta.
A ideia já tinha nascido atravessada. No primeiro episódio, os participantes precisaram procurar moedas coloridas espalhadas pela mansão, com pistas em móveis, vaso sanitário, lixeira e até no lago artificial. Tudo muito divertido, claro, para quem assiste do lado de fora.
Eliezer ainda tentou defender o projeto dizendo que ninguém foi obrigado a participar, que não houve desconto no salário e que os funcionários estavam felizes. Mas será que essas pessoas queriam mesmo ser expostas? Quando o convite vem do chefe, a liberdade nunca é tão simples quanto parece.
Esse é o ponto. Funcionário foi contratado para prestar um serviço específico, não para virar personagem de reality, gerar engajamento e fazer uma engrenagem de monetização girar ainda mais forte para os patrões. Relação de trabalho não é brincadeira de internet, ainda mais num momento em que exposição, direitos trabalhistas e instabilidade econômica estão tão em discussão.
O problema não é dar prêmio. O problema é transformar vínculo profissional em espetáculo. Perto do que um reality desses poderia render em audiência, mídia e dinheiro para o casal, os prêmios parecem pequenos demais para tamanho show. A internet chiou, o programa sumiu do ar e o bom senso, ainda que atrasado, finalmente bateu na porta da mansão.