Jogadores da Seleção Brasileira reunidos antes da partida pela Copa do MundoFoto: Reprodução
Muito salário, pouca bola: Seleção decepciona e deveria voltar no remo dos vikings
Com jogadores milionários, técnico mais bem pago da Copa e futebol abaixo da própria marra, Brasil desperdiça chances, decepciona em campo e deixa a competição com gosto de vexame
Endrick entrou em campo e esqueceu de levar o futebol. Vini Jr., pelo jeito, anda mais inspirado no romance do que na bola. E o resto da Seleção parecia uma excursão de blogueiros de chuteira: muito nome, muito salário, muita pose e pouca vergonha na cara.
O Brasil perdeu para uma Noruega grande, organizada e com cara de time que sabia exatamente o que queria em campo. Só que, para a Seleção Brasileira, uma derrota dessas pesa como chumbo. Ainda mais com jogadores milionários, técnico mais bem pago da Copa e elenco tratado como constelação jogando menos do que entrega em campanha publicitária. A Noruega foi seleção. O Brasil foi um grupo de celebridades procurando a bola como quem procura câmera em evento.
E ainda tem o técnico com o maior salário entre todos os treinadores da Copa. Ou seja: no banco, luxo. Em campo, grife. Na entrega, promoção de fim de feira. O Brasil teve chance, desperdiçou tudo e saiu derrotado como se estivesse tudo normal.
Quem viu 1994 e 2002 sabe o tamanho do vexame. Antes, a camisa amarela fazia adversário tremer. Agora, parece cenário para ensaio fotográfico. A geração atual sabe postar, sabe posar, sabe namorar, sabe virar notícia. Só falta lembrar que futebol também exige bola no pé e sangue no olho.
Depois dessa, avião de volta é luxo demais. A Noruega, que passou a Copa no clima viking, remando no ar e jogando com alma, ainda deu a aula final: colocou o Brasil para fora. Então, já que o tema era barco, entrega um remo para cada celebridade de chuteira e manda a Seleção voltar no braço. Quem sabe, no caminho, eles fazem pelo Brasil o esforço que faltou com a bola no pé.

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