Renato Thor, presidente da Paraíso do Tuiuti: entre o axé, o culto e o samba, escola reforça espaço para a liberdade religiosaFoto: reprodução
Culto evangélico da Paraíso do Tuiuti divide opiniões nas redes
Convite para ação de graças provoca debate entre internautas sobre religião, carnaval e diversidade
A Escola de Samba Paraíso do Tuiuti virou assunto nas redes depois de divulgar um convite para um culto de ação de graças, marcado para o dia 22 de agosto, às 9h30, na Igreja Cristã Novo Tempo. O convite é feito pelo presidente Renato Thor e pela diretoria da escola a segmentos, componentes e integrantes da comunidade.
A repercussão veio rápido e dividiu opiniões. Um internauta saiu em defesa da escola: “Todas fazem. Inclusive a Mangueira faz até missa na quadra. E outras escolas também. Tem muita gente do Carnaval que nem macumbeiro é. São católicos.”
Outro entrou na brincadeira: “Terá apresentação no palco da ala Baianas de Jesus!”
Também teve quem relativizasse a polêmica: “Todas elas fazem isso: missas, cultos…”
Mas houve crítica. Um dos comentários dizia: “Evangélico vive demonizando escola de samba e carnaval e os caras metem um culto.”
A discussão ganhou força porque a Tuiuti tem construído, nos últimos anos, uma identidade muito ligada à cultura negra, à ancestralidade e às tradições de matriz africana. Em 2026, a escola levou à Avenida o enredo “Lonã Ifá Lukumí”, sobre o Ifá cubano. Para 2027, prepara “Ciata: A Mãe Preta do Samba”, em homenagem a Tia Ciata.
No fim, entre missa, culto, tambor e samba, a internet fez o que sabe fazer melhor: transformou um convite religioso em mais uma arquibancada para debate.

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