Rodrigo Bocardi se antecipou à demissão no SBT, atacou a antiga emissora e ainda provocou a Band ao vivoReprodução rede social
Rodrigo Bocardi se antecipa à demissão, ataca SBT e cita Fábio Faria
Jornalista diz que ‘demitiu’ a emissora, leva Banco Master à entrevista e provoca a Band, mas recebe resposta ao vivo
Rodrigo Bocardi percebeu que sua passagem de apenas 39 dias pelo SBT estava por um fio e resolveu cortar antes que cortassem por ele. Com a demissão se desenhando nos bastidores, o jornalista se antecipou ao anúncio, rompeu com a emissora e surgiu nas redes com uma versão bem mais saborosa: disse que havia ‘demitido o SBT’ de sua vida.
E saiu distribuindo chumbo. Bocardi falou em ‘descumprimento de contrato’ e ‘falta de palavra’ por parte da antiga casa. O detalhe que deixa a história ainda mais curiosa é que o próprio SBT afirmou oficialmente não ter encontrado fatos ou provas que comprometessem o comportamento e a idoneidade do jornalista. Mesmo assim, casamento desfeito. Quando a nota precisa explicar demais, é porque o divórcio já estava feio.
A temperatura subiu ainda mais durante entrevista ao vivo na Band. Ao explicar sua saída, Bocardi puxou para a conversa o Banco Master, Daniel Vorcaro e citou nominalmente Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações e marido de Patrícia Abravanel. O jornalista começou a dizer que não poderia trabalhar em uma emissora onde ‘você não…’ e, justamente ali, veio o intervalo. O comercial entrou tão pontualmente que quase ganhou crédito no roteiro.
Só que Bocardi também resolveu cutucar a casa que lhe dava o microfone. Ao mostrar o novo estúdio da BocaTV, disse que o espaço estava ‘até um pouquinho mais bacana’ que o da Band. Thiago Pasqualotto não deixou barato e retrucou, exibindo o cenário da emissora: ‘Olha que estúdio lindo, amplo, moderno, um estúdio de televisão e não uma sala comercial’.
Em 39 dias, Bocardi conseguiu entrar no SBT, entrar em crise, sair antes do anúncio da demissão, atacar a emissora e ainda colocar Fábio Faria e Banco Master no meio da conversa. E o roteiro chama atenção porque ele já havia deixado a Globo cercado por uma questão praticamente idêntica.
Para completar, ainda achou de bom-tom provocar o estúdio da Band justamente enquanto a emissora lhe dava espaço para falar. Foi deselegante. Muito deselegante! E, para quem já saiu da Globo cercado por uma crise tão parecida, talvez o melhor fosse evitar bravatas. Quando o histórico começa a rimar, qualquer provocação soa menos como coragem e mais como falta de memória.

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