Prefeitos Marcelo Batista e Wladimir Garotinho, secretários e empresários na Barra do FuradoCésar Ferreira
Complexo Farol/Barra do Furado: a retomada de um grande projeto
Após duas décadas de promessas, pedra fundamental do complexo logístico e industrial será lançada entre Campos e Quissamã neste sábado (21).
Lá se vão quase duas décadas desde que a então governadora Rosinha Garotinho lançou a pedra fundamental do que seria um dos maiores empreendimentos do setor naval e portuário no estado do Rio de Janeiro: o Complexo Logístico e Industrial Farol/Barra do Furado.
Apesar de grandiosa, a proposta não parecia tão complicada de ser realizada. A foz do Canal das Flechas, que serve de limite entre os municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, no litoral Norte Fluminense, seria dragada para chegar a uma profundidade de 7 metros, permitindo assim a construção de um porto de apoio offshore, estaleiro, terminal de combustíveis, estaleiro e outras estruturas fundamentais às atividades do setor de óleo e gás na Bacia de Campos. Futuramente, também abriria caminho para a construção de um terminal pesqueiro, em benefício de centenas de pescadores da região que hoje arriscam suas vidas diariamente para entrar e sair do mar.
Uma parte do projeto chegou a ser realizada: a instalação de um sistema sand by pass (bombeamento de areia) para evitar que o canal fosse novamente assoreado. A obra inicial também previa a conclusão de dois espigões de pedra na foz do canal e construção de novos espigões para conter o efeito das ondas. Mas o projeto, que seria realizado numa parceria entre os governos federal, estadual e dos dois municípios, nunca foi à frente.
A espera acabou. Neste sábado (21), os prefeitos de Campos, Wladimir Garotinho, e de Quissamã, Marcelo Batista, estarão na Barra do Furado para um novo lançamento da pedra fundamental. O investimento será feito por uma empresa da iniciativa privada, a BR Offshore. A partir de contatos iniciados com a Prefeitura de Campos, a empresa BR Offshore se comprometeu a investir R$ 850 milhões no complexo, que será focado na construção de um estaleiro para reparo, reciclagem de embarcações e descomissionamento de plataformas. Estima-se que, em dois anos de obras, sejam gerados cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos no empreendimento, previsto para operar já em 2028.
O interesse de uma empresa privada em concluir o Complexo Logístico Farol/Barra do Furado demonstra o quanto a região – mesmo próxima ao Porto do Açu – continua sendo estratégica e necessitada de investimentos desse porte. Pródigo em petróleo, o litoral fluminense ainda é carente de estruturas de apoio naval e portuário. E o Brasil, como um todo, continua carente de portos para escoar sua produção, importar o que precisa e favorecer a navegação de cabotagem (transporte de cargas e passageiros entre portos de um mesmo país).
O empreendimento que começa a nascer entre Campos e Quissamã é uma excelente notícia para o estado do Rio e, em especial, para o Norte Fluminense. É também um alerta aos governos quanto à necessidade de investir em logística na região. A Barra do Furado continua carente de acessos rodoviários (sem falar na total inexistência de ferrovias na região). Já durante as obras, será necessário o trabalho ágil e eficiente do Governo do Estado para interligar o complexo à malha viária – sobretudo à BR-101 e à BR-356. Porque este é o um dos principais papéis do Estado: oferecer apoio a quem investe no Rio, gerando emprego e renda. O retorno vem, multiplicado muitas vezes.
O que parecia um sonho impossível vai se tornar realidade. Quero aqui ressaltar a participação fundamental do prefeito Wladimir Garotinho, que sempre acreditou no projeto do Complexo Logístico e, mesmo diante dos críticos e pessimistas, foi à luta em busca de parceiros para que a obra acontecesse. Se hoje podemos comemorar, devemos muito à sua persistência. Então, que venham as obras. Que venha o desenvolvimento socioeconômico que o Norte Fluminense tanto precisa.
O empreendimento que começa a nascer entre Campos e Quissamã é uma excelente notícia para o estado do Rio e, em especial, para o Norte Fluminense. É também um alerta aos governos quanto à necessidade de investir em logística na região. A Barra do Furado continua carente de acessos rodoviários (sem falar na total inexistência de ferrovias na região). Já durante as obras, será necessário o trabalho ágil e eficiente do Governo do Estado para interligar o complexo à malha viária – sobretudo à BR-101 e à BR-356. Porque este é o um dos principais papéis do Estado: oferecer apoio a quem investe no Rio, gerando emprego e renda. O retorno vem, multiplicado muitas vezes.
O que parecia um sonho impossível vai se tornar realidade. Quero aqui ressaltar a participação fundamental do prefeito Wladimir Garotinho, que sempre acreditou no projeto do Complexo Logístico e, mesmo diante dos críticos e pessimistas, foi à luta em busca de parceiros para que a obra acontecesse. Se hoje podemos comemorar, devemos muito à sua persistência. Então, que venham as obras. Que venha o desenvolvimento socioeconômico que o Norte Fluminense tanto precisa.

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