Processada em R$ 201 mil por ex-funcionária, Christiane Torloni encerra caso com acordoFoto: TV Globo/ Reprodução

Enquanto o nome da atriz Christiane Torloni viralizava nas redes sociais em meio a memes e listas não oficiais que apontavam sua possível participação no Big Brother Brasil 26, um processo trabalhista envolvendo a veterana da TV Globo tramitava de forma discreta na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro.
De acordo com os documentos aos quais a coluna Daniel Nascimento teve acesso com exclusividade, a ação foi movida por Carla de Souza Silva, que afirmou ter sido contratada em maio de 2023 para trabalhar como cuidadora, mas que a carteira de trabalho só teria sido assinada em agosto do mesmo ano. Segundo a autora, seu último salário foi de R$ 2,7 mil e o vínculo de trabalho teria se encerrado em fevereiro de 2025.
Na reclamação trabalhista, a ex-funcionária alegou que exercia atividades além da função para a qual foi contratada. De acordo com o processo, além de cuidar de uma idosa da família, ela também realizaria tarefas domésticas e acompanharia viagens frequentes para Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, sem receber compensação financeira pelos deslocamentos.
Outro ponto destacado diz respeito à jornada. A trabalhadora afirmou que permanecia de plantão de segunda-feira às 7h até sexta-feira no mesmo horário, incluindo noites em que precisaria administrar medicamentos e auxiliar a idosa em necessidades básicas. No processo, ela também mencionou a realização de horas extras, trabalho em período noturno e atuação em feriados sem o pagamento dos adicionais correspondentes.
A ação ainda apontava supostas irregularidades em depósitos do FGTS e pedia o reconhecimento de rescisão indireta do contrato. A autora também solicitou indenização por danos morais, alegando que as situações vividas no ambiente de trabalho teriam provocado abalo psicológico e crises de ansiedade durante o período em que prestou serviços.
O valor atribuído à causa foi de R$ 201.160,00. Apesar das alegações apresentadas na ação, o caso não chegou a uma decisão judicial de mérito.
As partes optaram por um acordo no valor de R$ 35 mil, pago em parcela única à ex-funcionária. O entendimento foi homologado pela Justiça do Trabalho, que também determinou ajustes na carteira de trabalho da profissional e a liberação de valores do FGTS, encerrando oficialmente o processo em fevereiro deste ano, enquanto, do lado de fora dos tribunais, o nome de Torloni seguia rendendo assunto nas redes por motivos bem diferentes.