Fraudadora do INSS é expulsa de condomínio

A quadrilha chefiada por Jorgina de Freitas desviou R$ 2 bilhões em benefícios. Após a descoberta das fraudes no INSS

Por Cassio Bruno (interino)

Rio - Lembra da história de Jorgina de Freitas, fraudadora da Previdência nas décadas de 1980 e 1990, publicada com exclusividade aqui na coluna em 23 de maio? Ela iria morar em uma casa alugada dentro de um condomínio com piscinas em Tinguá, Nova Iguaçu. Pois bem. Ao saberem da notícia, moradores do local protestaram e pressionaram o dono do imóvel a cancelar o contrato. Com a exposição, ela também quis pôr fim ao negócio.

A quadrilha chefiada por Jorgina desviou R$ 2 bilhões em benefícios. Após a descoberta das fraudes no INSS, ela ficou foragida. Mas foi presa na Costa Rica. Também fez cirurgias plásticas para não ser reconhecida.

Sob sigilo

Após cumprir a pena, Jorgina tentou retomar a vida normal de forma discreta, sem dar entrevistas. Ela vivia na casa de parentes. A ida para Nova Iguaçu era mantida sob sigilo. O aluguel, de R$ 1.800, seria pago pelo filho, Celso Fernandes, que mora na Alemanha. E a fiadora, a irmã Maria de Lourdes.

Revoltada

Jorgina é viúva e tem dificuldades de pagar as despesas com a pensão do marido. Foi despejada em 2016. Por isso, depende da ajuda da família. A divulgação do seu paradeiro pelo Informe do DIA revoltou os parentes e a própria Jorgina.

Dinheiro sujo

A residência fica no Condomínio Ecológico Vale do Tinguá, vizinho à floresta de Mata Atlântica, com taxa condominial de R$ 650. Com o dinheiro sujo, Jorgina acumulou 57 imóveis em nove cidades do país, mas perdeu tudo. Teve o registro de advogada cassado. Ela não foi encontrada para comentar.

Salário atrasado

Paulo Messina, chefe da Casa Civil de Crivella, está preocupado com a grana curta da prefeitura. Comenta com vereadores o possível atraso dos salários dos servidores em agosto. Diz que uma das soluções seria aprovar projetos de incentivo a devedores do município a pôr as contas em dia.

Superfaturamento

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), veja só, detectou superfaturamento de até 700% nos itens do edital para compra de medicamentos enviado pela prefeitura de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. O valor estimado foi de R$ 14,2 milhões. Resultado: licitação adiada.

Ambulância

O TCE-RJ também encontrou sobrepreço de 34% na compra de ambulâncias pelo governo de Luiz Fernando Pezão. O edital, de R$ 7,5 milhões, teve de ser cancelado.

Que luxo!

O subsecretário executivo da Secretaria Municipal de Assistência Social, Alessandro Costa da Silva, mandou trocar o piso e o revestimento das paredes de seu gabinete, no 13º andar. O local já é considerado de alto padrão em relação aos outros do mesmo prédio. Lá ficava Pedro Paulo Carvalho (DEM), então todo poderoso do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM).

Alô, TRE!

Pré-candidatos ao governo desafiam a justiça eleitoral. Viajam pelo estado, discursam e põem tudo nas redes sociais. Só não ver quem não quer a campanha antecipada.

É proibido fumar

Pelo menos 40 mil pessoas deixaram de fumar, de 2011 a 2017. Elas seguiram o tratamento oferecido pela Secretaria municipal de Saúde e (ainda bem) largaram o cigarro.

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