VEP busca parcerias privadas para ressocialização de presos

A ideia é apresentar algumas propostas que incentive a participação de empresários e instituições do terceiro setor no apoio a atividades culturais e esportivas

Por Cassio Bruno (interino)

Rio - A Vara de Execuções Penais (VEP), do Tribunal de Justiça do Rio, decidiu buscar parcerias privadas para o desenvolvimento de projetos de ressocialização de presos do sistema carcerário do estado. No próximo dia 19, na reunião do conselho do órgão, a VEP discutirá o assunto. A ideia é apresentar algumas propostas que incentive a participação de empresários e instituições do terceiro setor no apoio a atividades culturais e esportivas.

O encontro contará com representantes da Secretaria estadual de Administração Penitenciária, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Arquidiocese e da Associação Comercial, entre outros.

Esforço

"O tribunal está fazendo todos os esforços para trabalhar em conjunto com a sociedade como forma de ressocializar os egressos do sistema prisional", afirma Rafael Estrela, juiz da VEP.

Superlotação

Hoje, as cadeias do Rio de Janeiro, que passa por intervenção federal na segurança pública, têm 51,5 mil presos para 28,6 mil vagas. Dos 45 presídios existentes no sistema carcerário do estado, 33 operam acima do previsto.

Rebelião

Em fevereiro, detentos fizeram uma rebelião no Presídio Milton Dias, em Japeri, na Baixada Fluminense, após uma tentativa de fuga. No total, 18 reféns (oito agentes penitenciários e 10 internos) que ficaram em poder dos presos foram libertados.

Crise no Psol

A pré-candidatura de Guilherme Boulos à Presidência da República pelo Psol provoca crise e irritação dentro do partido, no Rio. O grupo do vereador Renato Cinco é um dos mais revoltados. Motivo: Boulos é considerado um lulista.

Avalistas

Mas o aval foi dado pelos deputados Marcelo Freixo e Ivan Valente e pelo ex-ministro Tarso Genro, petista histórico. Dias antes de Lula ser preso, Guilherme Boulos ficou todo tempo ao lado do ex-presidente.

Estratégia

Ciro Gomes (PDT) tenta polarizar com Jair Bolsonaro (PSL). No Facebook, escreveu: "corrupção é irmã gêmea da demagogia!". Junto, compartilhou vídeo em que o deputado apoia os caminhoneiros. Há referências de quando ele votou favorável à exploração do pré-sal sem a Petrobras.

Lados opostos

Fred Luz, ex-CEO do Flamengo que agora coordena a campanha de João Amoêdo (Novo), ficará do lado oposto ao do ex-patrão Eduardo Bandeira de Mello, que caminhará com Marina Silva (Rede).

Cadê o prefeito?

Semana passada, um oficial de justiça tentou intimar o prefeito de Belford Roxo, Waguinho (MDB). Sem sucesso. Reclamou nunca encontrá-lo. Dois servidores não receberam o documento. Houve confusão.

Lembra dele?

Waguinho é o que destruiu o pórtico de entrada da cidade e ergueu outro por R$ 205 mil enquanto moradores sofrem com a falta de infraestrutura.

Juntos de novo

Anthony Garotinho (PRP), pré-candidato ao governo do Rio, após anos, divide novamente o palanque com Nelson Bornier (MDB), ex-prefeito de Nova Iguaçu e amigo de Cabral e Eduardo Cunha, ambos presos.

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