Bolsonaro à deriva?

Apoio a Jair não é consenso no PR, até então o partido mais próximo do pré-candidato à Presidência

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Rio - O apoio a Jair Bolsonaro (PSL-RJ) na corrida à Presidência não é consenso no PR, até então o partido mais próximo do pré-candidato. Principalmente no Nordeste, influentes nomes da legenda acreditam que, sem participar da chapa de Bolsonaro, o PR será capaz de eleger mais deputados federais hoje a prioridade dos caciques políticos, já que o valor do fundo partidário e o tempo de televisão estão vinculados ao número de parlamentares eleitos.

É que, sem uma aliança na campanha presidencial, o PR poderá se coligar em cada estado da forma que melhor atender aos anseios regionais. E, dessa forma, turbinar a nominata (nome dado ao grupo de postulantes à Câmara).

Segue

Um dos motivos da insatisfação de integrantes do PR com Bolsonaro é a insistência em que Magno Malta (PR-ES) seja seu vice. Bolsonaro tem resistido a aceitar outros nomes.

Solução caseira

O PSDB-RJ planeja lançar a pré-candidatura do ex-prefeito de Resende Noel de Carvalho ao governo estadual. Já Aspásia Camargo é consenso no partido para disputar o Senado. Isso, é claro, se a executiva nacional tucana não decidir apoiar um candidato de outra legenda no Rio.

Opções

As alternativas tucanas ao Palácio Guanabara são Indio da Costa (PSD) ou Eduardo Paes (DEM), caso o DEM apoie Geraldo Alckmin à Presidência. Há ainda uma terceira via, mais remota, defendida pelo deputado estadual Luiz Paulo (PSDB): o apoio a Miro Teixeira (Rede), em um cenário no qual Marina Silva (Rede) apoiaria o presidenciável tucano.

Recado a Paes?

No evento do presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, no Rio, sexta, o governador Pezão aproveitou para discursar: "Muitos que saíram do MDB vão se arrepender de ter saído. Nosso partido enverga, mas não quebra".

Tempos de bonança

O vereador Paulo Pinheiro (Psol) pediu ao Tribunal de Contas do Município que analise gastos do ex-prefeito Eduardo Paes relacionados a coquetéis e celebrações. Um almoço com Ricardo Teixeira, secretário Geral da Fifa, saiu por R$ 53 mil. Confraternização de secretariado custou R$ 248 mil aos cofres públicos. Entrega das chaves da cidade ao Rei Momo: R$ 202 mil. O pedido de Pinheiro foi feito há um ano, mas só agora ele obteve resposta: "O Tribunal diz que avaliará os gastos na próxima inspeção de rotina na Casa Civil, mas não determinou data".

Azedou

O clima entre o secretario municipal de Ordem Pública, Paulo Cesar Amendola, e Guilherme Sangineto, que dá as cartas no Centro de Operações da Prefeitura, está péssimo.

Quem matou Marielle?

Reportagem da revista 'Veja' mostrou que o promotor do Ministério Público do Rio responsável pela investigação do caso Marielle duvida da testemunha-chave do caso. Segundo Homero Filho, há inconsistências na versão que atribui ao vereador Marcello Siciliano (PHS) a autoria do crime. O fato reforça a irresponsabilidade, por parte da polícia, do vazamento do depoimento.

Caciques e xarás

As conversas mantidas por Ciro Gomes (PDT-CE) e Ciro Nogueira (PP-PI) podem selar uma aliança dos partidos no Rio.

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