Lula lidera vaquinha virtual

Um mês após o Tribunal Superior Eleitoral liberar o financiamento coletivo, o petista soma R$ 279.665,36 (até as 20h desta sexta)

Por PAULO CAPPELLI

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Rio - Mesmo preso, Lula lidera a vaquinha virtual para campanha entre os pré-candidatos à Presidência. Um mês após o Tribunal Superior Eleitoral liberar o financiamento coletivo, o petista soma R$ 279.665,36 (até as 20h desta sexta). Ele é seguido por João Amoêdo (Novo), que arrecadou R$ 228.124,00. Manuela D'Ávila, do PCdoB, começou largando bem, mas estacionou na casa dos R$ 30 mil, de onde não saiu desde o início do 'crowdfunding': ela soma R$ 38.734,65. Já Ciro Gomes (PDT) arrecadou R$ 34.695,00 de acordo com as últimas informações do TSE.

Álvaro Dias (Pode), por sua vez, angariou R$ 24.155,00. Guilherme Boulos (Psol), R$ 15 mil. Em sua segunda tentativa de disputar a Presidência, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB, soma apenas R$ 55 doados por duas pessoas. Jair Bolsonaro (PSL) e Rodrigo Maia (DEM) não computam doações no sistema eletrônico do TSE.

Fator propaganda

Especialista em Direito Eleitoral, o advogado Carlos Frota ressalta que, no momento, todos os citados ainda são pré-candidatos, sem confirmação de terem o registro de suas candidaturas deferidos pelo TSE: "A campanha de arrecadação funciona como forma de lançar o nome perante o eleitorado, sem a preocupação com o que é efetivamente arrecadado." Doações poderão ser feitas até o dia da eleição.

Fora da majoritária

Apontado como o vice na chapa de Anthony Garotinho (PRP) ao governo do estado, Brizola Neto (PRP) ainda não bateu o martelo. Ele fará campanha para o ex-governador, mas o mais provável é que concorra a deputado federal.

Família reunida

Também pré-candidato ao governo, Eduardo Paes (DEM) voltará a ter em casa a mulher e os filhos, que estavam nos Estados Unidos aguardando o fim do ano letivo que, por lá, termina em junho.

Barata e a voadora

Para pedir a manutenção da prisão de Jacob Barata Filho, o Ministério Público Federal argumentou que, ao ser detido no Galeão, em julho, o empresário do setor de ônibus estava com 10.050 euros, 2.750 dólares e 100 francos suíços. E que Barata tem nacionalidade portuguesa. "A real intenção de Jacob Barata Filho era fugir da persecução penal que àquela altura já se lhe mostrava inevitável". PS: Em resposta à nota, a defesa de Jacob Barata citou decisão de 10 de outubro, da 2ª Turma do STF, que não viu fundamento nos argumentos do MPF e deixou Barata em liberdade. E disse que, "causa estranheza que, meses depois da decisão, seja publicada a nota".

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