'Eduardo Paes quer vencer a eleição por W.O.', diz Indio da Costa

Candidato ao governo do Rio pelo PSD afirma que foi chamado pelo ex-prefeito para integrar aliança e critica amplo apoio de partidos ao adversário

Por PAULO CAPPELLI

Preparação pré-eleitoral: Indio da Costa está mais magro. Perdeu 12 quilos com corridas e natação
Preparação pré-eleitoral: Indio da Costa está mais magro. Perdeu 12 quilos com corridas e natação -

Rio - Candidato ao governo pelo PSD, o deputado federal Indio da Costa não conseguiu unir outros partidos em torno de sua candidatura. Acredita, porém, que isso não será empecilho na corrida ao Palácio Guanabara. Indagado sobre a ampla aliança de legendas em torno de Eduardo Paes (DEM), diz que o ex-prefeito quer vencer a eleição por W.O.: "O Eduardo não quer que o Rio tenha alternativas. Sabe que, se tiver, não vai para o lado dele."

O DIA: Há quem diga que, por não conseguir abarcar outros partidos em torno da sua candidatura, e também por conta de um acordo nacional, o senhor desistirá da disputa ao governo...

Sou candidato a governador homologado pela convenção. O meu vice é o Zaqueu Teixeira (PSD), e o meu candidato ao Senado é o Arolde de Oliveira (PSD). Eu vou até o final.

Seu adversário Eduardo Paes (DEM) deverá contar com o apoio de dezenas de partidos...

O Eduardo fez de tudo para haver uma composição comigo na aliança, na chapa majoritária. Todo esse esforço do Eduardo, de tentar vencer essa eleição por W.O., mostra a fragilidade da candidatura dele. Mas não tinha hipótese de eu participar disso.

Por que não?

Porque são modelos diferentes com base em duas questões: 'Para quem governar' e 'com quem governar'. Para quem? Quero governar para a sociedade. E não para os políticos e para os partidos políticos como se fez no governo do Sérgio Cabral e como o Eduardo também fez. Ao redor dele tem toda a turma que governou com o Cabral, que fazia parte da espinha dorsal do governo Cabral.

O senhor fez parte do governo Cabral, como secretário do Meio Ambiente. E o seu vice, Zaqueu, também, como secretário de Assistência Social.

Toda vez em que fui convidado para trabalhar para o Rio de Janeiro, eu vim. Mas eu nunca fiz parte do grupo que montou esse modelo. Nunca assinei cheque para o Cabral ficar rico, diferentemente do Eduardo, que era o prefeito da cidade, onde havia as obras todas, com as empreiteiras todas, e hoje em dia se entende o que é que aconteceu naquele período. Não sou eu que estou dizendo, mas a Justiça. O Cabral está preso, e o secretário de Obras do Eduardo, também.

Como está hoje a sua relação com o prefeito Marcelo Crivella (PRB), de quem o senhor foi secretário?

Muito boa.

Ficou magoado com o apoio do PRB a Anthony Garotinho (PRP)?

Não. O meu foco está na relação com a sociedade e em políticas públicas.

O senhor é mais conhecido na capital. Como tentará superar a ausência de alianças para ser bem votado na Baixada e no interior?

Quase metade dos meus votos na última eleição para deputado não veio da capital. Fui votado em todas as cidades do estado. O PSD já é uma coligação em si pela quantidade de deputados federais e estaduais na Baixada e no interior.

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