Informe do Dia: Eduardo Paes fala sobre Sérgio Cabral

Candidato ao Palácio Guanabara diz que, como prefeito do Rio, relacionava-se "com o governador e também com o presidente da República." Aliança com políticos do MDB será usada por adversários para torpedear Paes na campanha

Por Paulo Capelli

Quando for questionado sobre aliança com o ex-correligionário, Eduardo Paes afirmará que adversários também já foram aliados do ex-governador Sério Cabral
Quando for questionado sobre aliança com o ex-correligionário, Eduardo Paes afirmará que adversários também já foram aliados do ex-governador Sério Cabral -

Rio - Candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (DEM) antecipa ao Informe como deverá rebater a crítica que será mais recorrente durante a campanha que se inicia oficialmente hoje: a relação com figuras do MDB, como o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. Adversários como Anthony Garotinho (PRP), Indio da Costa (PSD) e Tarcísio Motta (Psol) já disseram que pretendem reforçar a ligação do ex-prefeito do Rio com os caciques emedebistas — Cabral está condenado e preso; Picciani responde a inquérito na Lava Jato e está preso preventivamente.

Indagado sobre a proximidade que já teve com os ex-correligionários, Paes responde: "A aliança de outrora com o MDB, mesmo quem não foi do MDB também já teve, não é? Eu era prefeito do Rio e tinha relação com o governador, como também com o presidente da República. Garotinho já esteve abraçado (com Cabral), o Indio idem, outros também. Não vou ter a menor dificuldade de responder a isso. Estou preparado. Prefiro tratar de temas e propostas que são importantes para o estado, mas o bom filho não foge à luta."

Ou seja

Paes afirmará que cumpriu um papel institucional em decorrência do cargo de prefeito. E rebaterá lembrando a relação de adversários com o MDB.

Demite geral

Coordenador de Captação de Recursos da prefeitura, Victor Travancas foi enviado a Brasília para examinar um escritório mantido por lá pelo município do Rio. Tinha a missão de fazer um relatório e entregá-lo ao chefe da Casa Civil, Paulo Messina (PRB). Após a visita, a recomendação foi... exonerar todo mundo.

Olheiro

Travancas comenta: "A arrecadação de recursos obtida pelo escritório do Rio em Brasília foi pífia nos últimos anos. O prefeito tem que exonerar quem não apresente resultados. Além disso, constatei falta de transparência quanto aos gastos do escritório."

Conflito de interesses

A pedido do presidente do Tribunal de Contas do Município, Thiers Montebello, a Câmara do Rio decidirá se procuradores do TCM poderão atuar como advogados de pessoas e empresas privadas. A Associação Nacional do Ministério Público de Contas, então, enviou um ofício pedindo a cada vereador que vote contra a medida. "A função exercida pelos referidos procuradores É INCOMPATÍVEL com o exercício da advocacia", argumentou.

Dois Maracanãs

A Rede não está coligada com nenhum outro partido na eleição para deputado federal no Rio. Com isso, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, precisará de 150 mil votos para conseguir uma cadeira em Brasília. Dois Maracanãs cheios.

Rede Futebol Clube

Bandeira não repetirá a estratégia da ex-presidente do Flamengo Patrícia Amorim, que usou vermelho e preto na campanha. Ele aparecerá de verde e laranja, as cores da Rede.

Só pensam na eleição

Do deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ): "A Câmara faz 'esforço concentrado' para evidenciar a paralisia. Nesta semana, nada votou de importante. Comissões como a da Regulamentação do Teto Remuneratório não deram quorum. A cassação do Maluf (PP-SP), determinada há 8 meses pelo STF, foi adiada para a semana que vem."

Comentários