Candidato do PDT ao governo do Rio anuncia 'futuro secretário de Saúde'

Diretor do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, Edmar dos Santos foi convidado por Pedro Fernandes para, caso o pedetista se eleja, comandar a pasta de maior orçamento do estado

Por PAULO CAPPELLI

Edmar dos Santos (esquerda) e Pedro Fernandes em uma reunião no Ministério Público do Rio
Edmar dos Santos (esquerda) e Pedro Fernandes em uma reunião no Ministério Público do Rio -

Candidato do PDT ao Palácio Guanabara, o deputado estadual Pedro Fernandes anuncia à Coluna o diretor do Hospital Universitário Pedro Ernesto, Edmar José Alves dos Santos, como seu futuro secretário de Saúde caso se eleja. O convite, feito ontem na Uerj, já foi aceito pelo médico.

O plano de Fernandes, que disputa a sua primeira eleição para cargo no Poder Executivo, é anunciar nomes e estratégias também nas áreas de Educação, Segurança e Assistência Social nas próximas semanas.

JOGO RÁPIDO: Anthony Garotinho (PRP)

Condenado na terça pelo TRF-2 por formação de quadrilha, o senhor recorreu e se diz vítima de perseguição política. Por quê?

Denunciei uma facção criminosa no estado comandada por Sérgio Cabral. Essa facção tem tentáculos em vários poderes: Alerj, TCE, Ministério Público do Rio. É óbvio que tem também dentro do Judiciário. Basta ver a alegação do MP para pedir minha condenação: "enriquecimento ilícito de terceiros". Não há previsão legal e nem sustentação jurídica para isso.

O senhor vê semelhança entre seu caso e o de Lula, que também se diz vítima do Judiciário?

São coisas diferentes. Minha vida foi revirada e não se encontrou um ato de enriquecimento. Não tem sítio, não tem tríplex. Aliás: essa é a dificuldade de me tirarem do jogo.

"Formação de quadrilha" é algo que impacta. A sua candidatura, porém, continua colocada. O que mudará na estratégia de campanha?

As pessoas estão percebendo que há um sistema que não quer a minha candidatura. O sistema que denunciei, que envolve não só Cabral e o meio político, mas também a Fetranspor, a Fecomércio, a Confederação Brasileira de Vôlei e parte da mídia. A minha candidatura é a única que ameaça esse sistema. As outras não têm densidade eleitoral ou coragem para denunciar.

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Dissidência

A coligação de Garotinho apoia Eduardo Lopes (PRB) ao Senado, mas Renato Cozzolino (PRP), correligionário do ex-governador, anunciará apoio a Cesar Maia (DEM), candidato ao Senado na chapa de Eduardo Paes (DEM). Será depois de amanhã em Magé, reduto eleitoral do clã Cozzolino.

Estranha no ninho

O governador Pezão (MDB) e o vice, Dornelles (PP), entraram no circuito para pedir a candidatos que incluam a foto de Cesar Maia no material de campanha. Nada falaram sobre Aspásia Camargo (PSDB), o outro nome da coligação ao Senado.

A grana do PSDB

A deputada estadual Lucinha e a vereadora Teresa Bergher, ambas do PSDB, reclamam que Otavio Leite, presidente estadual do partido, estaria privilegiando Aspásia na distribuição do fundo partidário. Aspásia, porém, foi informada pelo PSDB nacional de que as duas não receberam o dinheiro por não apresentarem documentos.

Motivo nada Cristão

Candidatos do PSC ao governo e ao Senado, Wilson Witzel e Pastor Everaldo andam se estranhando pelo mesmo motivo: a verba do fundo partidário.

Aviso aos leitores

Eu, Paulo Cappelli, retorno às atividades na Coluna em uma semana, no dia 14. Até lá, o espaço será comandado pelo jornalista Cássio Bruno.

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