Anthony Garotinho vai intensificar ataques contra Eduardo Paes

Com maior rejeição no Ibope e no Datafolha, Garotinho, terceiro colocado, avalia que o eleitor não sabe que Paes é apoiado pelo PMDB em sua aliança

Por CÁSSIO BRUNO

Estratégia foi adotada após candidato do PRP ficar estagnado nas últimas pesquisas de intenção de voto
Estratégia foi adotada após candidato do PRP ficar estagnado nas últimas pesquisas de intenção de voto -

Rio - A estagnação nas pesquisas de intenção de voto fará Anthony Garotinho, candidato ao governo pelo PRP, intensificar os ataques ao adversário Eduardo Paes (DEM), agora líder. A ideia de Garotinho é tentar colar de vez a imagem de Paes com as do ex-governador Sérgio Cabral, do governador Luiz Fernando Pezão e do presidente Michel Temer, todos do PMDB e alvos da Operação Lava jato.

Até o momento, essa associação não surtiu efeito na população como esperado. Com maior rejeição no Ibope e no Datafolha, Garotinho, terceiro colocado, avalia que o eleitor não sabe que Paes é apoiado pelo PMDB em sua aliança. "As pessoas não sabem que ele (Paes) continua no grupo político do Cabral", afirma o candidato.

Outro obstáculo

Somada à rejeição, a candidatura de Garotinho foi barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) como base na Lei da Ficha Limpa. Ele recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto isso, pode fazer campanha.

Aliás...

Ansioso para saber se a condenação em segunda instância e a impugnação da candidatura geraram prejuízos, Garotinho recorreu, no fim de semana, antes da divulgação do Ibope, à pesquisa encomendada pelo...PT. Quem o deixou dar uma espiadinha foi o senador petista Lindbergh Farias.

Com autorização

"A mesma pessoa que faz a pesquisa para mim faz para o PT. Como eu não tinha feito a medição no fim de semana, pedi ao Lindbergh", disse Garotinho.

Fator Tarcísio

Pezão conversou nesta terça com o Informe. E ironizou seu ex-aliado: "daqui a pouco, o Tarcísio Motta (candidato ao governo pelo Psol) vai passar. Em 2014, contra mim, o Garotinho só teve 17% (na verdade, foram 19,7%). Agora, foi condenado".

Recordar é viver

O governador lembrou que, há quatro anos, Tarcísio quase deixou Lindbergh, quarto colocado naquela eleição, para trás. O vereador teve 712.734 votos e, o senador, 798.897.

Efeito Lava Jato

Circulou ontem nas redes sociais um convite do "coquetel de arrecadação" à campanha de reeleição do deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho do ex-governador. Muita gente achou que era mentira. Mas é verdade. Preço: R$ 1 mil para ter acesso ao evento, marcado para esta quinta-feira, às 20h, em um apartamento na Lagoa.

Débito ou crédito?

No convite, uma observação: "a colaboração será feita no local via cartão de crédito". Cabralzinho explica: "É restrito para convidados. Não pode haver doações de empresas privadas. Chamei os amigos e quem acredita em mim para doar como pessoa física. A legislação permite. O Partido Novo, o PT, entre outros, estimulam isso".

Que debate?

A PUC-RJ convidou 16 candidatos ao Senado para um debate nesta terça-feira. Só quatro deram as caras: Chico Alencar (Psol), Cyro Garcia (PSTU), José Bonifácio (PDT) e Fernando Ribeiro (PCO).

O segundo voto

Lá pelas tantas, Chico disparou: "Queremos ser o primeiro voto das pessoas, claro, mas ninguém rejeita ser o segundo voto de alguém. Agradeço sempre, acrescentando que a pessoa tem gosto 50% muito duvidoso". Gargalhada geral. Este ano, o eleitor deve votar em dois senadores.

Comentários