Mais Lidas

Vereadora e prefeitura trocam farpas sobre contratos emergenciais

Quando Pedro Fernandes comandou a Secretaria de Assistência Social, contratos tratavam dos mesmos assuntos

Por PAULO CAPPELLI

A vereadora Rosa Fernandes (MDB)
A vereadora Rosa Fernandes (MDB) -

Rio - Em audiência na Câmara Municipal, a vereadora Rosa Fernandes (MDB) criticou duramente a prefeitura pela celebração de 22 termos de dispensa de chamamento público — espécie de contratos emergenciais, sem licitação — por parte da Secretaria de Assistência Social.

Ocorre que, nos registros da pasta, constam outros 22 contratos emergenciais para tratar dos mesmos assuntos. E o detalhe é que eles foram assinados pelo filho de Rosa, Pedro Fernandes (PDT), no período em que o pedetista comandou a Assistência Social (de outubro de 2017 a abril de 2018). O dispositivo foi utilizado para garantir, por exemplo, o funcionamento dos abrigos da prefeitura.

O outro lado

Com a palavra, Rosa Fernandes: "Quando o Pedro assumiu a secretaria, não havia tempo para chamamento público. Os abrigos estavam fechados. Os contratos foram feitos por curto período de tempo, com auxílio da Procuradoria, e simultaneamente foi iniciado o processo licitatório."

Facebook e Twitter

Filho mais novo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro (PSL) é um dos responsáveis pelas postagens dos perfis do pai na grande rede.

Classe

O vereador Cesar Maia (DEM), terceiro colocado na corrida ao Senado, fez na Câmara um discurso sobre a derrota. "Tive 2,3 milhões de votos. Perdi para o Arolde de Oliveira (PSD) por 40 mil votos. Ganhei bem na cidade do Rio e ganhei bem em Niterói. Perdi bem em São Gonçalo e perdi bem em Nova Iguaçu. As eleições responderam àquilo que minha vida pública representou: a minha força em certas regiões do estado e a minha dificuldade de convencer o eleitor em outras. Parabéns a todos os eleitos."

No mais

Nos tempos de hoje, o reconhecimento da derrota e a felicitação aos adversários são ótimos exemplos dados pelo ex-prefeito do Rio.

O partido de Bolsonaro

Após conquistar o apoio da bancada estadual eleita do PSL, o candidato ao governo do Rio Wilson Witzel (PSC) recebeu a adesão de seis, dos 12 nomes do PSL que estarão na Câmara dos Deputados no ano que vem.

Otimismo

Após as últimas pesquisas, o núcleo-duro da campanha de Witzel avalia que o ex-juiz federal está com os dois pés no Palácio Guanabara. "A única chance seria o Eduardo Paes (DEM) desestabilizá-lo nos debates. Mas isso não vai acontecer", avalia um aliado.

Otimismo 2

Já Cesar Maia lembra o ano 2000, quando reverteu significativa vantagem de Luiz Paulo Conde na disputa pela Prefeitura do Rio, e diz que ainda é possível para Paes virar o jogo.

Explicação do cálculo

A Coluna disse que o ex-prefeito de Maricá Washington Quaquá (PT), que recebeu 73 mil votos, assumirá o mandato de deputado federal caso o TSE julgue procedente recurso do petista. O advogado Carlos Frota explica o cálculo para definir qual político, hoje considerado eleito, daria lugar a Quaquá: "Seria feita a retotalização dos votos, para ver quem teve a pior média partidária levando em conta o quociente eleitoral. Este daria lugar a Quaquá. Não necessariamente quem teve menos votos."

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários