Presidente do PSDB do Rio desembarca da campanha de Paes e pede votos para Witzel

Otavio Leite lembra que o ex-prefeito do Rio não participou das agendas do presidenciável Geraldo Alckmin no estado. Aspásia Camargo, que disputou o Senado pela coligação de Paes, é outra a mudar de canoa. Já os deputados Luiz Paulo e Carlos Osorio permanecem com o ex-prefeito

Por PAULO CAPPELLI

Otavio Leite: 'Não é nada pessoal, mas não me sinto obrigado a dar sequência ao que não funcionou'
Otavio Leite: 'Não é nada pessoal, mas não me sinto obrigado a dar sequência ao que não funcionou' -

Apesar de o PSDB integrar a coligação de Eduardo Paes (DEM) ao governo do Rio, o presidente do PSDB-RJ, Otavio Leite, mudou de lado e agora apoia Wilson Witzel (PSC). Aspásia Camargo (PSDB), que disputou o Senado na coligação de Paes, seguirá o mesmo caminho.

Ao Informe, o tucano Otavio Leite explicou o porquê de ter batido asas do ninho de Paes: "A aliança não funcionou. Ela foi fixada em função de um interesse nacional do PSDB em ter palanque no Rio. E o fato é que o Eduardo ignorou solenemente o Geraldo Alckmin (presidenciável do PSDB), não comparecendo a nenhum evento de campanha. Não é nada pessoal, mas não me sinto obrigado a dar continuidade ao que não funcionou. A culminância foi o Eduardo ter feito aliança com o PT. Considero que o juiz pode dar uma virada de página na política do Rio."

Revoada

Já Aspásia Camargo, que reclamou de ter sido ignorada por Paes no primeiro turno, aproximou-se de Witzel por intermédio de Pedro Fernandes (PDT). "O Witzel pretende botar o Paulo Rabello de Castro no comando das finanças do estado. Ninguém melhor que ele para recuperar a nossa economia", disse a tucana a aliados. O vereador de Niterói Bruno Lessa é outro a acompanhar a revoada.

Luiz Paulo e Osorio ficam

O desembarque da campanha de Paes conta com a adesão do presidente estadual do PSDB, mas não é um movimento institucional do partido. Os deputados estaduais Carlos Osorio e Luiz Paulo permanecem apoiando a coligação do ex-prefeito. A dupla acredita que a aliança, costurada pelo próprio Otavio no período pré-eleitoral, não deve ser rompida no decorrer da eleição.

Neutralidade

Presidente nacional do PSL e braço direito de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno tem falado que votará em Paes, segundo o jornal 'O Estado de S. Paulo'. Já o presidente do PSL-RJ, Flávio Bolsonaro, filho de quem o nome sugere, diz ao Informe que esse é um posicionamento individual que não traduz a posição do clã. "Nem Eduardo Paes nem Wilson Witzel. Estamos neutros no Rio."

Opostos se atraem?

O petista André Ceciliano, presidente em exercício da Assembleia Legislativa, procurou Flávio Bolsonaro. Conhecido por ser da ala 'PT-light', nem tão à esquerda, Ceciliano busca apoios para permanecer na presidência da Casa.

Com a cabeça no domingo

Flávio Bolsonaro disse que só vai se posicionar sobre a presidência da Alerj após a eleição de domingo. E que, de saída do Parlamento fluminense para ocupar vaga no Senado, dará liberdade para que os deputados estaduais do PSL façam suas escolhas.

O clone

Vice na chapa de Wilson Witzel ao governo, Cláudio Castro (PSC) tem feito o papel de 'clone' do ex-juiz. Em vez de optar por agendas em conjunto, a dupla tem viajado pelo estado separadamente, para alcançar o maior número possível de cidades. Ontem, Wilson Castro (ops! Cláudio Castro) esteve em Petrópolis e Teresópolis, onde deu entrevistas a jornais locais.

Aplausos

A rivalidade PT-Bolsonaro, Fla-Flu da atualidade, gera cenas de ódio e também de paixão. No domingo, ao entrar com a mulher e as duas filhas para almoçar no restaurante Ettore, na Barra da Tijuca, Flávio Bolsonaro foi aplaudido. A filha de seis anos se surpreendeu: "Nossa, papai! Você tem muitos fãs."

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