Burocracia atrasa compras para polícias, bombeiros e Seap

Na lista, estão incluídos armas (fuzis, espingardas e pistolas), coletes à provas de bala, munição, fardas e proteção individual, como escudos e capacetes, entre outros

Por CÁSSIO BRUNO

Oito meses depois de o presidente Michel Temer (MDB) liberar R$ 1,2 bilhão à Segurança Pública do Rio, o Gabinete de Intervenção Federal (GIF) ainda não conseguiu fazer com que todos os novos equipamentos chegassem às polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

O motivo da demora é a burocracia, com atrasos nas licitações. O material já foi comprado, mas só deverá chegar a partir de março ou abril do ano que vem. Na lista, estão incluídos armas (fuzis, espingardas e pistolas), coletes à provas de bala, munição, fardas e proteção individual, como escudos e capacetes, entre outros.

Enquanto isso...

Carros da Polinter, por exemplo, responsáveis pelo transporte de presos, estão com problemas. O serviço vem sendo feito por veículos destinados às delegacias. Em determinadas horas do dia, são os investigadores que realizam o translado dos detentos.

Lembra?

Os recursos anunciados por Temer ficaram aquém dos R$ 3,1 bilhões que Walter Braga Netto, responsável pela intervenção, afirmou serem necessários para cobrir as despesas com a área de segurança no Rio.

Em tempo

Com o fim da intervenção federal no mês que vem, o secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes, deverá assumir a chefia de gabinete do comando do Exército.

Afaste-se de mim

O governador Luiz Fernando Pezão (MDB) evita opinar publicamente sobre a demora da Alerj em afastar os deputados presos em operações decorrentes da Lava Jato. "Não quero interferir. Cada poder tem a sua independência", desconversa.

Efeito Bolsonaro

Os vereadores do Rio já estão preocupados com as eleições municipais de 2020. A turma teme que a onda Jair Bolsonaro dure até lá, dificultando a reeleição de muitos deles.

Prestação de contas

O PSC do Rio enviou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) um documento assumindo as dívidas da campanha do governador eleito Wilson Witzel. Ao todo, são quase R$ 2,2 milhões a pagar para 11 empresas.

Segue...

A Expressão Colateral Edições e Eventos é a que mais tem a receber: R$ 783 mil pela produção de programas eleitorais de Witzel na TV e no rádio. Depois, tem a Pirâmide Digital Impressões, com R$ 523,5 mil, para confeccionar praguinhas, bandeiras e adesivos.

Assinou embaixo

O documento é datado do último dia 22 e assinado por Alessandro Martello Panno, presidente do diretório estadual do PSC, e Henrique Régis de Farias, tesoureiro.

Sem informação

A Justiça aceitou denúncias do Ministério Público contra o ex-prefeito de Japeri, Timor (PSD). São duas ações penais sobre o mesmo assunto: ocultar informações em inquérito que o investiga por improbidade administrativa.

Doutores faltosos

Dos 102.363 advogados aptos a escolherem o novo presidente da OAB/RJ, 41.944 (quase a metade) não votaram. Não por falta de candidatos. Eram seis na disputa. Venceu Luciano Bandeira.

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