Pezão recusa usar uniforme da PM na prisão

A direção do local teve de intervir e obrigou o governador a cumprir a ordem. O impasse durou pelo menos 10 minutos

Por CÁSSIO BRUNO

Chegada do governador Pezão à Unidade Prisional da PM, em Niterói
Chegada do governador Pezão à Unidade Prisional da PM, em Niterói -

Rio - No mesmo dia em que foi preso e seguiu para a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói, o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) recusou-se a usar o uniforme da corporação: short preto e camisa branca. A confusão começou quando Pezão recebeu a roupa de um policial e o informou que não iria vestir.

A direção do local teve de intervir e obrigou Pezão a cumprir a ordem. O impasse durou pelo menos 10 minutos. No fim, Pezão obedeceu, contrariado, ao comando da PM. Ele está na "sala de Estado Maior" já que a legislação prevê a prisão de determinadas autoridades, como o governador, em salas e não em celas comuns.

Visita da mulher

A esposa de Pezão, Maria Lúcia Horta, só conseguirá visitar o marido a partir do próximo sábado. Até lá, ela terá de passar pelos trâmites burocráticos comuns que dão acesso a presos.

Novo visual

Não rasparam a cabeça de Pezão. Mas ele teve de cortar os cabelos bem curto, no estilo militar.

Posto Ipiranga

Os R$ 3 milhões de propina da Fetranspor foram pagos pelo operador Álvaro Novis a Luiz Carlos Vidal Barroso, o Luizinho, homem de confiança de Pezão, no posto de gasolina Ipiranga, da Avenida Borges de Medeiros, perto da sede náutica do Vasco.

Hospedado no flat

Luizinho estava hospedado ali pertinho, no flat Lakefront Residence Service. O acerto com Novis ocorreu no restaurante Antiquarius do Barra Shopping. Em plena campanha eleitoral de 2014.

Encontro com patrão

No dia seguinte ao recebimento do dinheiro, Luizinho se encontrou com o patrão Pezão em três municípios: Queimados, Volta Redonda e Valença.

Aliás...

As provas contra Pezão são fartas: testemunhas, documentos colhidos com integrantes da quadrilha e muitos dados bancários, fiscais e telefônicos.

Até na merenda

José Iran, secretário de Obras de Pezão e preso, cobrava propina da Verdurama Comércio Atacadista de Alimentos. A empresa fornecia merenda às escolas municipais de Volta Redonda, entre 2005 e 2010.

Ex-secretário

À época, José Iran era secretário municipal de lá e da comissão de licitação. A informação consta no pedido de prisão do grupo ligado a Pezão.

Máfia em SP

Segundo as investigações, os sócios da Verduram foram acusados de formar um cartel para fornecer alimentos a escolas de municípios de São Paulo, episódio conhecido como "máfia da merenda".

Pode isso, Arnaldo?

O presidente da Câmara de Resende, Joaquim Romério (MDB), apresentou um projeto de lei para reduzir os salários dos assessores da Casa, que ultrapassavam os R$ 15 mil.

Só que...

Os mesmos assessores fizeram greve. E a Câmara interrompeu as sessões devido à paralisação. Detalhe: os vereadores ganham menos, cerca de R$ 10 mil.

Haja paciência

A entrega de espadas aos 47 novos aspirantes dos Bombeiros demorou duas horas para começar no domingo. O governador eleito Wilson Witzel atrasou.

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