Trio briga pelo poder na transição

Na disputa para ser o "homem forte" de Witzel na interlocução com a Alerj estão os futuros secretários Lucas Tristão (Desenvolvimento Econômico), Gutemberg de Paula Fonseca (Governo) e José Luís Cardoso Zamith (Planejamento, Governança e Gestão)

Por CÁSSIO BRUNO

A coluna contou no último domingo as dificuldades encontradas pelo governador do Rio eleito, Wilson Witzel (PSC), na articulação política com a Assembleia Legislativa (Alerj). Pois bem. Agora, revela os bastidores da briga interna pelo poder na transição entre os três principais colaboradores de Witzel que buscam protagonismo na nova administração estadual.

Na disputa para ser o "homem forte" de Witzel na interlocução com a Alerj estão os futuros secretários Lucas Tristão (Desenvolvimento Econômico), Gutemberg de Paula Fonseca (Governo) e José Luís Cardoso Zamith (Planejamento, Governança e Gestão). O trio não se bica.

Comando da Alerj

Gutemberg e Zamith apoiam o deputado estadual reeleito Márcio Pacheco (PSC) para a Presidência da Alerj. Já Tristão se aproximou de André Ceciliano (PT) para mantê-lo no comando da Casa.

Irritação

Tem irritado a turma que trabalha na transição a possibilidade de Witzel ser obrigado a acomodar indicações feitas por André Ceciliano no governo caso Tristão consiga sucesso em sua articulação em favor do petista.

Aliás...

A República do Espírito Santo ocupa a superpasta a ser comandada por Tristão. Da terra capixaba vieram Sérgio Murta, Rafael Dias e Bruno Rigo. Os três organizam e operam tudo.

Contexto

Zamith é empresário e coordenador da transição. Gutemberg foi árbitro de futebol e um dos primeiros secretários anunciados por Wilson Witzel. Tristão é advogado e defendeu o empresário Mário Peixoto, investigado na Lava Jato.

Confraternização

Sabe a festa dos policiais da Delegacia de Homicídios da capital marcada para ontem, na Ilha dos Pescadores, na Barra? Então, rolou mesmo.

Quem mandou matar?

Não adiantou o manifesto pró-Marielle Franco.

Amigo nomeado

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), é amigo há anos de Domício Mascarenhas, seu operador no esquema com os empresários de ônibus. Em 13 de agosto de 2008, foi até nomeado por Neves consultor Especial para Assuntos Parlamentares na Alerj.

Troca-troca

À época, Rodrigo Neves era deputado estadual pelo PT e teve de exonerar, veja só, um sobrinho de Domício para ele ocupar o seu lugar no gabinete.

Em tempo

O prefeito de Niterói trocou o PT pelo PV como parte de uma estratégia para não ter a sua imagem ligada à... corrupção! Em seguida, se filiou ao PDT.

Aniversário Guanabara

Domício se reuniu com empresários de ônibus ao menos 10 vezes a partir de abril de 2014. Locais: supermercado Guanabara, Plaza Shopping, Niterói Shopping, Rio Decor e nos restaurantes Chalé e Ícaro.

Desespero

Funcionários do núcleo político de Rodrigo Neves temem, agora, serem exonerados da prefeitura após a prisão do chefe.

No mais...

O PSL de Jair Bolsonaro, que já se articulava para ganhar as eleições de 2020, em Niterói, deu um passo importante ontem.

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