Mais Lidas

MP investiga chefes de gabinetes da Alerj

Alvos dos promotores são responsáveis, entre outras funções, pelo controle da frequência de funcionários e pela folha de pagamento de auxílios, como o da alimentação

Por CÁSSIO BRUNO

Plenário da Alerj
Plenário da Alerj -

O Ministério Público Estadual tem requisitado muitos documentos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) por conta da investigação sobre as movimentações bancárias suspeitas de deputados e assessores identificadas pelo Coaf. Um dos focos está na direção dos chefes de gabinetes. A força-tarefa do MPRJ já sabe que são eles (ou pelo menos a maioria) que coordenam as transações administrativas dos parlamentares e de seus subordinados.

São os chefes de gabinete, por exemplo, que assinam as frequências dos funcionários comissionados. E mais: controlam a poderosa folha de pagamento do auxílio alimentação, um dos alvos dos promotores.

Milhões com comida

Só com o auxílio alimentação, a Alerj gastou, de janeiro a novembro do ano passado, R$ 68,7 milhões. O repasse para servidores e comissionados é feito em dinheiro.

Papel importante

Nas operações ligadas à Lava Jato no Rio, os procuradores descobriram que os chefes de gabinetes de cinco deputados presos foram fundamentais nas operações do dinheiro sujo da corrupção.

Ocultação da propina

Segundo as investigações, os chefes de gabinetes de André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius Neskau (PTB), Paulo Melo (MDB) e Edson Albertassi (MDB) ficaram encarregados de receber propina e ocultá-la.

Aliás...

No último dia 14, a Mesa Diretora da Alerj aprovou a realização de licitação para contratar uma empresa fornecedora de tíquetes de refeição para não mais pagar o auxílio alimentação em dinheiro.

Finalmente

Após eleger Felipinho Ravis (PSC) presidente, a Câmara de Nova Iguaçu aprovou o orçamento municipal: R$ 1,5 bilhão.

Inocente

Em 2010, Ravis chegou a ser preso suspeito de homicídio. Mas o caso foi arquivado, em 2012.

O outro Queiroz

Em Rio das Pedras, também há um Queiroz. Calma. Não é o ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). Trata-se do capitão PM Queiroz Júnior. Segundo a polícia, ele também explora o transporte alternativo na região.

Milícia

Capitão Queiroz, que é reformado, foi preso, em 2010, apontado como chefe de uma milícia na comunidade. Mas já está solto.

As trocas do PSOL

Com a renúncia de Jean Wyllys, assumirá, como deputado federal, o vereador David Miranda. No lugar deste na Câmara do Rio, ficará Dr. Marcos Paulo, que defende a causa dos...animais.

Segue...

Jean e David são gays e dedicados à luta dos direitos dos LGBTs.

Sem conversa

Moradores da Zona Sul, principalmente de Copacabana, reclamam do Segurança Presente. Segundo eles, coordenadores do projeto nesses bairros foram trocados sem consulta prévia.

Sem homenagem

Sabe a placa em homenagem ao jogador do Vasco, Dener, morto num acidente de carro, em 1994, próxima a uma árvore na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa? Foi destruída. Ele morreu ali.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários