'Minha mulher não quer mais que eu volte', diz Eduardo Paes sobre candidatura em 2020

Ex-prefeito do Rio quase encontrou Marcelo Crivella na última terça-feira em shopping da Zona Sul do Rio

Por CÁSSIO BRUNO

O casal Eduardo e Cristine Paes com o colunista Leo Dias
O casal Eduardo e Cristine Paes com o colunista Leo Dias -

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) quase cruzou anteontem com o sucessor Marcelo Crivella (PRB) no Shopping Fashion Mall, em São Conrado. Paes foi à sessão de autógrafos do colunista do Dia, Leo Dias, que lançou a biografia não autorizada "Furacão Anitta". Também jantou com a esposa Cristine no restaurante japonês Naga, no terceiro piso.

Horas depois da goleada na votação do pedido de impeachment na Câmara, Crivella apareceu com sua comitiva no Adega Santiago, no segundo piso. A repórter Fabia Oliveira estava no shopping e quis saber se eles se encontraram: "Não", respondeu Paes. O que achou do resultado (da votação)? "Não estou sabendo de nada", desconversou o ex-prefeito.

Ensaboado

Ao ser informado do placar na Câmara, Eduardo Paes se fez de desentendido e quis mudar de assunto: "Mas e o livro do Leo Dias e da Anitta, hein?".

Quem manda?

Fabia Oliveira, que trabalha na coluna de Leo Dias, perguntou ainda sobre a intenção de Paes em ser candidato a prefeito, em 2020. Ele disparou: "A minha mulher não quer mais que eu volte".

Vai que...

Questionado, então, sobre um possível apoio à reeleição de Crivella, Paes declarou: "Jamais!".

No mais

Paes é candidatíssimo.

Sentou na janela?

O Podemos do Rio (leia-se Romário) está insatisfeito com o vereador Luiz Carlos Ramos Filho, aliado de Crivella. O partido é oposição e o parlamentar está na comissão processante do impeachment.

Conflito de interesses

"Ou entrega os cargos que tem no governo ou sai da comissão", disse Marco San, secretário-geral do Podemos no estado.

Os feudos

O vereador fez indicações nas subsecretarias de Bem Estar Animal e de Relações Institucionais, subordinadas à Casa Civil de Paulo Messina, outro integrante da comissão.

A confirmação

Em 3 de março, a Coluna revelou a irritação de Sérgio Cabral com Régis Fichtner. O ex-governador sentiu-se traído por entender que o amigo não moveu uma palha para protegê-lo na Lava Jato.

Pois bem...

Na denúncia do Ministério Público estadual, divulgada ontem, Cabral põe toda a responsabilidade do esquema de corrupção nas obras da Linha 4 do metrô em Fichtner.

Ao ataque

Em depoimento, o ex-governador não poupou o ex-chefe da Casa Civil: "Claro! Claro! Ele fez um serviço... tudo foi o Régis", afirmou Cabral ao ser questionado, no depoimento, sobre as maracutaias do edital das obras.

Enquanto isso...

Gente de Picciani e Paulo Melo continua na Alerj.

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