Cabral dirá que ideia de comprar voto para Rio sediar Olimpíada foi de Nuzman

Ex-governador dará mais um depoimento nesta quinta-feira ao juiz da Java Jato, Marcelo Bretas

Por CÁSSIO BRUNO

Sergio Cabral e Carlos Arthur Nuzman
Sergio Cabral e Carlos Arthur Nuzman -
RIO - O ex-governador Sérgio Cabral (MDB) dirá nesta quinta-feira, em seu depoimento ao juiz Marcelo Bretas, que foi Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), quem pediu para ele organizar a compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016. Cabral e Nuzman são réus nesta ação da Operação Unfair Play, braço da Lava Jato. O ex-governador afirmará também que o ex-presidente Lula (PT) e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) sabiam, mas não participaram do esquema. Será a primeira vez que Cabral admitirá a fraude. Nuzman, que chegou a ser preso, sempre negou o caso.

DINHEIRO DO REI ARTHUR

As investigações já apontavam que Nuzman teria intermediado a compra de votos. No depoimento, Cabral confi rmará a versão, acrescentando que a ideia partiu do ex-presidente do COB. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, de 2017, cerca de US$ 2 milhões teriam sido pagos a membros do Comitê Olímpico Internacional (COI). O dinheiro seria do empresário Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur.

A ROTINA DO EX-GOVERNADOR EM BANGU 8

Ainda cumprindo punição (sem banho de sol e sem receber visitas) no caso da videoteca irregular, Cabral mantém conversas diárias com seu antigo parceiro da política: o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB), transferido recentemente de Curitiba para Bangu 8. Os dois são vizinhos de celas, que ficam abertas durante o dia. O bate-papo ocorre no corredor. Na mesma ala, estão os ex-deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do MDB.

VISTORIA ENCONTRA IRREGULARIDADES

A Controladoria Geral do Estado fez, na sexta-feira, vistoria nos presídios Esmeraldino Bandeira e Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em Bangu. Constatou várias irregularidades no armazenamento de alimentos, como falta de higiene. A Seap será notificada, e a empresa responsável responderá administrativamente.

SEM CONFIANÇA NO TUCANO

Alexandre Arraes assume como vereador no lugar de Felipe Michel, ambos do PSDB, hoje secretário de Crivella. Arraes diz ser fi el ao prefeito. Mas não foi bem assim quando esteve outrora na cadeira da colega Teresa Bergher.

A SAGA APÓS EURICO MIRANDA

O Vasco reduziu de R$ 2.500 para R$ 750 (parcelado) o título do clube. No ano que vem tem eleição para presidente. Candidatos alegam que o preço pode estimular a entrada de novos sócios apenas para votar.

O RELATOR E O DONO DE POSTOS

Relator da CPI do Gás na Alerj, Rodrigo Bacellar (Solidariedade) admite advogar para Fernando Trabach, dono de postos de gasolina, como saiu aqui. Mas ressalva: “Não há qualquer ato de ilegalidade”.

TODOS QUEREM SABER O QUE É

Na sessão de ontem, o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), disse ao deputado Delegado Carlos Augusto (PSD): “Vou lhe trazer um presente”. “Qual?”, quis saber. “Aquele que você deu para a moça do café”, respondeu.

CADÊ O DINHEIRO?

Presidida por Reimont (PT), a CPI sobre o desabamento do Túnel Rafael Mascarenhas ouve amanhã representante do TCM sobre investimentos de Crivella em conservação.

PICADINHO

Amanhã e no dia 11, às 20h, o Teatro Clara Nunes será transformado em um ‘Botequim Show’ em homenagem a sambistas.

Com entrada gratuita, o ‘Mercado Fundição Sustentável’ será sábado, das 11h às 19h, na Fundição Progresso.

Até o próximo domingo, o Bangu Shopping receberá doações de livros novos e usados para a festa literária do Instituto Reação.

SOBE

REITORA DA UFRJ

Denise Pires de Carvalho, primeira mulher à frente da instituição, tomou posse ontem em Brasília.

DESCE

MINISTRO DA SAÚDE

A Defensoria Pública da União diz que o Ministério da Saúde, Luiz Mandetta, não cobriu déficit de 4 mil profissionais na saúde do Rio.

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