Ex-presidente de agência indicado por político preso participa de reuniões no Guanabara

Sem função na Agenersa, José Bismarck, ainda dá expediente no local e causa irritação entre os servidores

Por CÁSSIO BRUNO

José Bismarck Vianna de Souza
José Bismarck Vianna de Souza -
RIO - O clima não está bom na Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado (Agenersa). O ex-presidente José Bismarck, hoje sem função, continua dando as cartas no órgão, cumpre expediente e participa de reuniões no Palácio Guanabara. Servidores estão irritados. O sucessor, Sílvio Santos Ferreira, deixou o cargo, mês passado, após entrar em rota de colisão com Bismarck, braço direito na agência de Lucas Tristão, secretário de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais. Na quinta-feira, o governador Wilson Witzel nomeou o economista Luigi Eduardo Troisi como presidente interino.

AGÊNCIA PAGOU SALÁRIOS À PETROBRAS

Só no ano passado, a Agenersa bancou R$ 711 mil em salários de José Bismarck à Petrobras, onde é advogado, por requisitá-lo, conforme mostrou a Coluna em 26 de maio. Mas ele recebeu os vencimentos da estatal e mais R$ 16,5 mil pelo cargo na Agenersa pelo menos até junho deste ano. À época, a agência argumentou que ele tinha reconhecimento profissional há mais de 20 anos. Mesmo oficialmente fora da presidência, Bismarck mantém a mesma estrutura. Ou seja: seus indicados continuam em vagas estratégicas.

PRESOS NA LAVA JATO FORAM OS PADRINHOS

O papel da Agenersa é fiscalizar as concessionárias que prestam serviços no setor. Mas são parlamentares que costumam indicar os conselheiros antes de eles assumirem a presidência. Caso de José Bismarck, cujo padrinho foi o ex-deputado estadual Paulo Melo. Silvio Ferreira chegou à agência pelas mãos de Jorge Picciani, também ex-deputado. Assim como o atual presidente Luigi Eduardo Troisi, ex-chefe de gabinete do ex-deputado Edson Albertassi na Alerj. Os três políticos são do MDB e estão presos por corrupção.

DEPUTADO DO PSL NÃO FOI À DELEGACIA

O deputado estadual Gustavo Schmidt (PSL) não compareceu à 81ª DP (Itaipu) para prestar depoimento sobre a confusão com seguranças e o dono do quiosque Arena Camboinhas, em Niterói. O parlamentar usou a prerrogativa da função para não depôr no último dia 7, quando ocorreu a briga. Ele disse que compareceria na quinta-feira passada, mas não foi alegando estar viajando. O advogado encaminhará a versão dele do fato por escrito.

FIGURAÇÃO NO PLENÁRIO

Assessores de deputados da Alerj foram chamados para participar como figurantes da série “O Renegado”, da TV Globo. É que as gravações ocorrem dentro da Assembleia. Atualmente, os parlamentares estão em recesso.

PEDRA ELEITORAL NO SAPATO

Glauco Kaiser quer concorrer a prefeito de Queimados pelo PTC. O professor e pastor pode atrapalhar os planos da deputada estadual Alana Passos (PSL), que disputará o cargo. Ela tenta cooptá-lo para ser seu vice.

HOMENAGEM MAIS QUE JUSTA

A Faetec da Mangueira ganhará um nome ilustre: Beth Carvalho. Merece! A sambista morreu em 30 de abril. Em 2007, veja só, ela foi expulsa do carro dos baluartes da Verde e Rosa, minutos antes da entrada na Avenida.

UNIÃO NA COLINA CONTRA O VAR

O advogado Leven Siano, candidato a presidente do Vasco, ofereceu ajuda ao atual presidente Alexandre Campello para buscar judicialmente medidas contra o jogo dos vascaínos com o Grêmio, no último sábado.

SEM VOLTA

Revoltado com a saída do seu indicado, o agora ex-presidente da CET-Rio, Joaquim Dinis, o vereador Paulo Messina (PRTB) declarou guerra ao prefeito Marcelo Crivella (PRB).

PICADINHO

A conferência ‘Para que serve o Museu?’ acontece hoje, às 16h, na Biliofrança. Gratuito.

Até dia 28, o Museu de Arte do Rio promove uma série de atividades voltadas para o período de férias escolares.

Amanhã, às 21h30, o ‘Philos no Estação’ exibe o documentário ‘Onde Está Você, João Gilberto?’, no Estação Net Rio.

SOBE

VENDEDOR AMBULANTE

Phellipe Guimarães viralizou na internet ao procurar cliente que pagou R$ 100 em bala que custa R$ 2.

DESCE

DONO DA JJ INVEST

A Justiça decretou a prisão preventiva de Jonas Jaimovick. Ele é acusado de sumir com R$ 170 milhões de investidores no Rio.

Comentários