Witzel adota estratégia do silêncio diante de crise com Bolsonaro

Governador do Rio não quer mais alimentar a briga com o presidente da República

Por CÁSSIO BRUNO

Wilson Witzel no lançamento do Segurança Presente em Nova Iguaçu
Wilson Witzel no lançamento do Segurança Presente em Nova Iguaçu -

Diante do fogo cruzado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), adotou o silêncio como estratégia para não alimentar ainda mais a briga. Bolsonaro acusou Witzel de vazar informações sobre as investigações do caso Marielle para usá-las eleitoralmente. O governador quer disputar a Presidência em 2022. Nos bastidores, Witzel, alvo de ataques nas redes sociais de grupos simpatizantes a Bolsonaro, teme maior desgaste e retaliações, incluindo as econômicas. Ontem, o presidente fez reunião e, inicialmente, ordenou uma varredura nas contas do estado.

 

BOLSONARO QUER ATAQUES NA ALERJ

Na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jair Bolsonaro exigiu que os 12 deputados do PSL (a maior bancada) declarem guerra a Wilson Witzel. E não apenas nos discursos em plenário. A ideia é atrapalhar o andamento de projetos de lei de interesse do Executivo a serem votados, além de entupir o Palácio Guanabara com requerimentos de pedidos de informações referentes ao governo. Bolsonaro quer que os parlamentares parem de polarizar os ataques com o PSOL e concentrem as atenções em Witzel.

PRESIDENTE VAI MONITORAR QUEM É FIEL

Foto para coluna Informe do Dia: Mário Almeira e Rodrigo Amorim - Divulgação

Um dos objetivos da família Bolsonaro também é saber quem, realmente, é fiel ao presidente da República. Isso porque boa parte dos deputados do PSL tem indicações no governo Witzel. Rodrigo Amorim é um deles. O parlamentar, por exemplo, indicou Mário Almeida, presidente do Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio (Fundação Ceperj), ligada à Casa Civil. Além de diretores e cargos subordinados.

 

SÃO SUPLENTES OU ADVERSÁRIOS?

O senador Flavio Bolsonaro cobrará posicionamento da bancada - Jefferson Rudy/Agência Senado

Veja como é o destino. O senador Flavio Bolsonaro (PSL, na foto) tem como primeiro suplente Paulo Marinho, presidente estadual do PSDB, aliado de primeira hora do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O tucano concorrerá com Bolsonaro e Witzel em 2022. O segundo suplente de Flavio é Leonardo Rodrigues, atual secretário de Ciência e Tecnologia de Witzel e único do PSL ainda no primeiro escalão do Guanabara.

O APOIO DE KNOPLOCH

O deputado Alexandre Knoploch (PSL) declarou, sim, apoio a Bolsonaro. Em discurso, disse: "O que aconteceu com o presidente (vazamento de informações) tem que ser investigado pelo Ministério Público Federal".

CPI NA VÉSPERA DE ANO ELEITORAL

Vereadores de Nova Iguaçu decidem na próxima terça-feira se abrem ou não uma CPI para investigar possíveis irregularidades na gestão do prefeito Rogério Lisboa (PL), pré-candidato à reeleição.

ESTÁ PUBLICADO NO DIÁRIO

Foi publicado no Diário Oficial de ontem: a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio homologou licitação para contratar uma empresa de bufê por R$ 246,7 mil por 12 meses. O serviço atenderá eventos institucionais.

 

VISUAL NOVO EM GABINETE

Comandada por Cesar Augusto Barbiero, a mesma pasta, veja só, pagará R$ 67,9 mil para pôr piso novo no gabinete do secretário, segundo o DO da prefeitura. No local, atualmente é usado carpete.

NA UNIVERSIDADE.

Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado à Presidência, fará palestra hoje, às 15h, no Centro de Tecnologia da UFRJ. Ele falará sobre energia e petróleo.

PICADINHO

A caravana Rio Criativo acontece hoje, das 9h às 18h, no Campus Guarus, em Campos dos Goytacazes. As inscrições são gratuitas.

Amanhã o Centro Cultural Light oferecerá atividades gratuitas e exibirá filmes em sessões às 11h, 12h, 15h e 18h. 

O musical 'Vamos comprar um Poeta' terá entrada franca amanhã, no CCBB. A apresentação acontece às 11h e 16h.

DESCE: FLORDELIS

A deputada federal do PSD é suspeita de fraudar carta em que filho confessa morte do pastor Anderson do Carmo.

 

DESCE: EDUARDO BOLSONARO

Deputado federal do PSL afirmou que, com radicalização da esquerda, poderia haver 'um novo AI-5'.

 

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