"É um vagabundo", dispara deputado sobre DJ Rennan da Penha, na Alerj

Proposta do PSOL, de homenagem para o funkeiro, foi alvo de críticas do PSL. "Ele faz apologia ao crime", disparou Poubel. Amorim endossou: "funk é uma merda"

Por Maria Luisa de Melo , COM GABRIELA OLIVA*

Mônica (PSOL) e Filippe Poubel (PSL)
Mônica (PSOL) e Filippe Poubel (PSL) -

Os antagônicos PSOL e PSL vinham votando juntos em alguns projetos. A relação parecia caminhar bem, mas a proposta de condecorar o DJ Rennan da Penha, anteontem, exaltou os ânimos em plenário. Mônica Francisco (PSOL) propôs que o funkeiro, que ficou preso por associação ao tráfico e foi beneficiado com a soltura após decisão do Supremo sobre prisão em segunda instância, recebesse a Medalha Ruth de Souza por sua "meritória e destacada atuação em defesa da cultura afro-brasileira". Na tribuna, Filippe Poubel (PSL) reagiu, leu trechos de música de Rennan e disparou: "é um vagabundo que faz apologia ao crime". Para psolistas, houve racismo.

Ao criticar Rennan, que ficou famoso por reunir multidões no Baile da Gaiola, na Penha, na Zona Norte do Rio, Poubel o comparou aos traficantes Beira-Mar e Elias Maluco. Para o deputado, "Rennan promove o baile funk para fomentar o uso e venda de drogas". O parlamentar emendou: "funk é uma merda" e a proposta, "revoltante". Poubel convocou votos contra a condecoração e foi atendido. Até a deputada Martha Rocha (PDT), que não costuma acompanhar o PSL nas votações, foi contra a homenagem, que não acontecerá.

ATÉ TRADUTORA DANÇOU FUNK

Apesar das críticas classificadas pelo PSOL como racistas, a atuação de Poubel provocou a risada de alguns correligionários. Durante a transmissão, pela TV Alerj e pelo canal da Assembleia no Youtube, até a tradutora, sempre contida, dançou funk. Rodrigo Amorim (PSL) foi outro que se manifestou. Chamou Rennan da Penha de "marginal" e classificou o Baile da Gaiola como "balbúrdia e orgia a céu aberto". Diante da enxurrada de críticas, Mônica não subiu na tribuna para defender a própria iniciativa.

RÉVEILLON: PAES DEFENDE MÚSICA GOSPEL

Em seu Twitter, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) defendeu a presença de cantores gospel no Réveillon de Copacabana. Ao comentar a suspensão do show da cantora evangélica Anayle Sullivan pelo Tribunal de Justiça do Rio, Paes, veja só, deu razão ao atual prefeito: "Acho que o prefeito Crivella tem razão. Muita gente adora música gospel. Sinceramente não vejo motivo de não permitir".
 
PARTIDO NOVO EM ALMOÇO GOVERNISTA
 
Em um almoço oferecido pelo governador Wilson Witzel (PSC), ontem, no Palácio Guanabara, para os deputados da base governista, uma presença chamou a atenção. Alexandre Freitas (Novo), veja só, estava lá.

BANGU PODE GANHAR DEAM

A indicação de instalação de uma Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), em Bangu, foi aprovada. O bairro concentra 10% dos casos registrados na capital. A iniciativa é do estadual Thiago Pampolha (PDT).

TRANSPARÊNCIA PARA OS ROYALTIES

O projeto que obriga a criação de um portal para que a população possa acompanhar todas as receitas provenientes de transferência da União a partir da divisão dos royalties de petróleo vai virar lei. A iniciativa foi de Carlo Caiado (DEM).

MOTORISTAS TÊM CNH FOTOGRAFADA

Uma enxurrada de reclamações têm chegado à Comissão de Transportes. Segundo o presidente do grupo, Dionísio Lins (PP), ao serem parados em blitzes, os motoristas têm suas CNHs fotografadas, expondo CPFs e outros dados pessoais.
 
RETA FINAL
 
O ano de 2019 está chegando ao fim. Vamos juntos até o próximo dia 30, quando se iniciará o recesso de fim de ano da coluna. Aguardamos sugestões!

PICADINHO:

Hoje o músico Marcos Ariel celebra os 79 anos do jornalista Ricardo Albin, reunindo artistas citados no Dicionário Cravo Albin de Música, às 20 h, no bar Cariocando.

Amanhã estreia o projeto daBossa, de Danilo Cutrim e Jean Charnaux lançando o álbum "Um Dois", às 21h, no Teatro Rival. O ingresso tem preço popular.
 

*Estagiária sob supervisão de Maria Luisa de Melo

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