Hugo Leal
(PSB)
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Hugo Leal (PSB) Divulgação
Por Sidney Rezende

O deputado federal Hugo Leal, em seu quarto mandato, será candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PSD. Autor da Lei Seca, Hugo Leal integra, atualmente, várias comissões na Câmara dos Deputados. No Legislativo, suas prioridades são segurança viária, transporte e infraestrutura, administração, gestão pública, orçamento e segurança pública. A decisão de ser candidato veio depois do apoio que recebeu da cúpula do seu partido. "Eu tive uma manifestação favorável à candidatura, dos presidentes da Executiva Estadual, senador Arolde de Oliveira, e da Direção Nacional, de Gilberto Kassab".

Como fica sua relação com o vereador Paulo Messina com quem disputava esta indicação?

Messina é um grande quadro político, com vasta experiência no legislativo e fez um bom papel no executivo. Ele tem credenciais para compor vários espaços dentro do PSD, com outros projetos políticos interessantes. Mas a indicação para a disputa à Prefeitura do Rio não pode ser a única condicionante para sua permanência no PSD.

Qual a sua proposta para o Rio?

Boa gestão fiscal, estimular e ampliar parcerias públicas e privadas. A principal vocação da Rio é o turismo, entretenimento, nas suas diversas formas: de negócio, passeio, aventura, o histórico, o gastronômico. Sem esquecer da indústria da cultura. Exemplo principal é o Carnaval. Temos que cada vez mais olhar como uma oportunidade, e não necessariamente com transferência de recursos públicos. O desprezo ao Carnaval não colabora em achar alternativas para o próprio financiamento. Entender que esta é a nossa principal "indústria", geradora de mão de obra. Em consequência, saúde, educação, transporte e segurança têm que ser os melhores possíveis. Reconhecendo as diferenças e integrando com as estruturas que já colaboram com a máquina pública. O princípio correto seria a subsidiariedade.

Quais os erros e acertos do Governo Marcelo Crivella?

Apontar um acerto do Crivella não é tarefa fácil, mas eu diria que foram suas primeiras decisões nos três meses iniciais do governo; foram mais de 80 decretos para o saneamento fiscal e auditorias nos principais contratos e na folha de pagamento. No entanto, o esforço foi feito, mas poucas ações para buscar o reequilíbrio fiscal foram tomadas, como o aumento exponencial do IPTU, logo quando completou seis meses de governo, viu-se que não havia autoridade e nem articulação para impor agenda mais austera. Daí em diante, o que se viu foi o que, infelizmente, se tornou a marca da atual gestão: a ausência do governante.

E os adversários Eduardo Paes e Marcelo Freixo?

São candidatos com ideias e opiniões diametralmente opostas. Freixo já definiu seu campo de atuação, e irá estreitar sua campanha para um debate nacional, em detrimento dos problemas da cidade, a sua principal bandeira é a federalização da eleição. Já Paes teve bons momentos como prefeito, mas graças à montanha de dinheiro que entrou por conta dos grandes eventos. Todas as suas realizações foram nesse cenário. Ele vai ser foco permanente de comparação e principal alvo de Crivella. Corre risco de passar parte do seu tempo se justificando, das decisões equivocadas e das suas parcerias. Isso irá comprometer sua proposta de se apresentar como alternativa viável. Por isso, acredito muito no espaço para novas lideranças.

Wilson Witzel, Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia terão que tipo de influência na próxima eleição?

Influência sempre terão, mas não acredito em participação mais efetiva deles, até pela pluralidade de siglas aliadas, inclusive, que estarão na disputa. Abraçar no 1º turno uma candidatura significa um enorme risco, que pode ser de sucesso ou de fracasso retumbante. Ninguém vai querer associar seu governo ou gestão a eventuais fracassos. Num eventual 2º turno, se forem candidaturas antagônicas, aí sim, poderemos ter uma participação mais efetiva destas lideranças.

 

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