Witzel e Edmar Santos quando estava à frente da pasta da Saúde: governador envolvido em suspeitas - André Melo
Witzel e Edmar Santos quando estava à frente da pasta da Saúde: governador envolvido em suspeitasAndré Melo
Por Sidney Rezende
 O governador Wilson Witzel viveu a semana mais tensa desde a sua posse. A dimensão nacional que conquistou ao lado do governador de São Paulo, João Doria, na condução do isolamento por causa do coronavírus, trouxe implicações políticas irreversíveis. A mais significativa foi o aumento da insatisfação do presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados.
Quanto mais Witzel se projeta como um dos líderes nacionais, mais inimizades ele angaria contra si. No final de fevereiro, o senador Flávio Bolsonaro disse à coluna sobre sua decepção: "Não apoio petista e nem quem é do governo Wilson Witzel. O que era pra ser a maior sintonia da história do Rio de Janeiro, com presidente e governador 100% alinhados, virou uma traição muito dolorida para mim. Antes mesmo de tomar posse como governador, em dezembro de 2018, Wilson já falava em tomar o lugar de Bolsonaro".
O deputado bolsonarista Carlos Jordy é um que tem aumentado a temperatura contra Witzel. "Temos muitos usurpadores da pátria, mas os piores são os traidores. Na eleição, era papagaio de pirata de Flávio Bolsonaro, hoje pede impeachment do presidente", disse Jordy, em seu Facebook.
O governador evita o confronto com os mais radicais, e suporta em silêncio outros problemas que abalam o emocional. Um dos exemplos foi o caso do assassinato do sargento da PM Luiz Felipe Pinto Rodrigues, morto a tiros na tarde do dia 21 de março, quando fazia a segurança do secretário estadual de Governo, Cleiton Rodrigues, nas imediações do Palácio Guanabara, sede do governo. A Delegacia de Homicídios de Capital está apurando as circunstâncias do crime.
A semana difícil trouxe outro elemento de preocupação com a segurança pessoal, depois do registro pelo governador Doria de um boletim de ocorrência na última quinta-feira (26) por ter recebido ameaças contra sua integridade física em redes sociais e até no celular.
Diante deste cenário atípico, não é só a segurança que tem a atenção do governador. Ele vê o governo como um todo e fez mudanças estratégicas importantes na sua área de comunicação para ficar mais próximo da população. Ele quer mostrar as realizações mesmo sem dinheiro do governo federal.
Um destes movimentos foi substituir o antigo subsecretário de comunicação mais ligado à área publicitária por outro com melhores relações com a imprensa, sem descuidar do marketing.
Os aliados do governador estão convencidos que a tensão da semana vai passar e faz parte do processo de crescimento de Witzel na régua de sua importância na política. E isto só o credenciará na sua caminhada rumo ao Palácio do Planalto.
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