Reabertura de clínicas da família reacende polêmica se é ato eleitoral

Por Sidney Rezende

Clinica da família do Méier
Clinica da família do Méier -
A vereadora Teresa Bergher, do Cidadania, voltou ao ataque. Ela diz que um dos primeiros atos de Marcelo Crivella como prefeito do Rio foi fechar clínicas da família. "Agora, num ano eleitoral, o prefeito, que é candidato à reeleição, decide construir clínicas da família na Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Para isso, desengavetou um antigo contrato com a Engetécnica Serviços e Construções, com previsão da conclusão das obras até meados de junho - às vésperas do fim prazo estabelecido pela Justiça eleitoral para que o alcaide possa participar de inaugurações. O contrato, que terminaria no dia 11 de abril, foi prorrogado até 11 de junho". O que ela considera grave é que dos "R$ 136,8 milhões contratados, R$ 98 milhões já foram pagos".
Sua irritação vai além: "É bom lembrar que as unidades existentes vêm sendo mantidas a Deus dará, sem medicamentos nem funcionários, conforme reclamações constantes dos usuários. Justamente numa época em que está vendendo o almoço para poder jantar, o prefeito resolve abrir clínicas da família. E tudo indica que planeja inaugurá-las antes do período eleitoral. Essas unidades de saúde podem ajudá-lo a multiplicar votos. O dinheiro que vai gastar com novas unidades seria melhor aplicado em equipamentos para implantação de leitos de UTI que atenderiam aos pacientes com coronavírus”, diz Teresa.
Procurada pela coluna, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação nos enviou a nota: "Não houve qualquer 'desengavetamento' de contrato para construção de clínica da família. Esse contrato citado na nota - inclusive -, assim como seu planejamento de entregas, vem desde a gestão passada. Por meio dele já foram entregues 10 equipamentos de saúde na atual gestão. Outros quatro estão em andamento: Cidade de Deus, Rio das Pedras, Bangu e Praça Seca. Importante ressaltar que as clínicas da família atendem hoje mais de 4,6 milhões de pessoas na cidade e são responsáveis por serviços fundamentais na atenção primária na prevenção e controle de doenças crônicas". 

Sonhar não custa nada

Mário Peixoto - Reprodução
Os bolsonaristas fizeram 3 leituras sobre a prisão do empresário Mario Peixoto. A primeira é que, se ele fizer delação premiada, poderá chegar ao governador Wilson Witzel; a segunda, a operação da Lava Jato fortalece o juiz Marcelo Bretas e enfraquece o ex-ministro Sérgio Moro, já que nada teria sido feito na sua gestão; e a terceira é que o presidente Jair Bolsonaro pode bater no peito e dizer: "Tá vendo, eu estava certo, taokei!". 

Por que será que todo mundo sumiu?

A prisão do ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves, acusado de fraude na compra de respiradores, levou a Polícia Federal a Piraí. O curioso é que todos os políticos graduados que indicaram, apoiaram e estavam ao lado de Neves desaparecem. Não apareceu um só para contar a história. Faz sentido! 

Projeto agita direita e esquerda

A deputada Dani Monteiro (Psol) protocolou projeto de lei que determina a suspensão de operações policiais táticas nas comunidades e periferias do Rio de Janeiro enquanto durarem as medidas de bloqueio total e distanciamentos por conta do coronavírus. Fica permitido apenas o atendimento à população em geral, seja por solicitação do serviço de chamada ou registro de ocorrência. A proposta atende apelos das próprias comunidades, que têm denunciado as operações. 

PICADINHO

Plataforma Fogo Cruzado registrou queda de 32% em tiroteios no Grande Rio desde o início da quarentena. Levantamento foi feito entre os dias 14 de março e 13 de maio.

Moradores da Baixada reclamam que os preços dos produtos de primeira necessidade aumentaram muito na região e pedem fiscalização.

Parceria entre Instituição Redes da Maré e ONG Mercy For Animals distribui cerca de 3.000 refeições veganas a favelas cariocas até o dia 22. 

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