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O Dia sai na frente na sucessão municipal do Rio

Por Sidney Rezende

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Urna eletrônica -
A série de entrevistas com os pré-candidatos à Prefeitura do Rio promovida pelo jornal O Dia em forma de lives diárias, iniciada no dia 27 de maio e encerrada na última sexta-feira, 19 de junho, não só foi uma iniciativa pioneira, como foi um sucesso. O prefeitável Eduardo Paes, do DEM, obteve a maior atenção dos eleitores. Ele inaugurou as apresentações adiantando que, se eleito, vai priorizara "saúde, saúde e saúde". Curiosamente, na live de fechamento, Paulo Marinho, do PSDB, fez referência a essa passagem e disse que, no seu caso, será "emprego, emprego e emprego". O desenvolvimento econômico da cidade foi tratado enfaticamente por todos, inclusive Paulo Rabello (PSD), por já ter sido presidente do BNDES e IBGE. Clarissa Garotinho (PROS) também apresentou ideias propositivas, inclusive como melhorar o setor de transportes, uma das reclamações recorrentes trazidas por usuários insatisfeitos com o BRT. A baixa sentida foi a ausência do atual prefeito Marcelo Crivella, que, apesar de inicialmente ter confirmado presença, com o agravamento da propagação do coronavírus, mudou de ideia. Através de sua assessoria, mandou dizer que "neste momento ele prefere não tratar de 'política'".
Além da pandemia, outros temas foram recorrentes, como o que fazer com o IPTU, depois de leitores terem pressionado os pré-candidatos exigindo reavaliação dos valores. O vereador Paulo Messina (MDB), que já foi líder de Crivella na Câmara, deu uma aula sobre os problemas que cercam o imposto. Fred Luz, do Novo, repetiu à exaustão, que o Rio está uma "bagunça" e que, eleito, vai mudar tudo. Do outro campo ideológico, o vereador Renato Cinco (PSOL) também disse que mudaria tudo e que seria duro com o presidente Jair Bolsonaro. Outro pré-candidato mais à esquerda, Brizola Neto, do PCdoB, admitiu que aceitaria incorporar-se a uma frente contra uma extrema direita, mas que, por enquanto, manterá sua candidatura.
Benedita da Silva, do PT, pensa diferente e acha que a eleição deste ano não deve ser nacionalizada e, sim, dedicada aos problemas da cidade. Bandeira de Mello que se apresentou pela Rede, ainda não tinha anunciado união com Martha Rocha, do PDT, foi na linha de que é preciso uma nova forma de gestão, mais humana e profissional. Na entrevista com Martha, e também Cristiane Brasil (PTB), leitores lembraram que o Rio nunca elegeu uma mulher para o cargo. Ambas apresentaram suas ideias para tornar a máquina pública mais eficiente. O assunto segurança foi recorrente, principalmente quando os pré-candidatos foram indagados como se deve conduzir a Guarda Municipal. Nestes temas, Hugo Leal (PSD) foi o primeiro a defender que um grupamento deveria ser treinado e armado. Ideia compartilhada por outros pré-candidatos, principalmente Rodrigo Amorim (PSL), que acusou Crivella de ser o pior prefeito da história, que ele faria tudo diferente. A ex-juíza Glória Heloiza (PSC) se distanciou do governador Wilson Witzel, apesar de pertencer ao mesmo partido, e disse que gostaria de fazer uma administração mais próxima das pessoas. O candidato que dedicou mais tempo para a cultura do Rio e sua importância da cadeira de geração de renda foi Marcelo Calero (Cidadania). O Dia fará novas lives quando os partidos definirem oficialmente os seus candidatos. 

Feiras orgânicas em risco

Carta de repúdio assinada por organizações da sociedade civil pede que Crivella reconsidere decreto que revogou o Regimento Interno do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas. Uma apoiadora explica o risco: "A prefeitura poderá tornar as feiras do circuito como as feiras normais que são de atravessadores e não de produtores, além de abri-las para o agronegócio orgânico (criar um cadastro de 'feirantes' que pode ser clientelista, ainda mais nesse momento de campanha eleitoral). Assim, poderia ocorrer o desmonte do circuito na sua forma original e coloca-lo nas mãos dos grandes produtores em detrimento dos agricultores familiares". 

Novo gás acadêmico

Maria Isabel Castro - Reprodução/Facebook
Nova presidente da Fundação Cecierj, Maria Isabel Castro vai estreitar a parceria com instituições como a Faperj e potencializar as ações do Museu Ciência e Vida que completa, no próximo mês, dez anos. Ela terá o auxílio do geógrafo Glaucio Marafon e do biofísico Robson Coutinho Silva, escolhidos como vice-presidentes do órgão. O Cederj é um consórcio formado por sete universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro (UERJ; UENF; UNIRIO; UFRJ; UFF; UFRRJ; IFF). 

Consignados preocupados

O presidente da Câmara Municipal do Rio, Jorge Felippe (DEM), solucionou problemas dos consignados dos servidores da cidade com um grande banco credor. O projeto corria risco de ser judicializado, o que prejudicaria a categoria. Felippe conseguiu fazer um acordo mais abrangente e melhor para esse momento de crise. Cerca de 200 mil famílias serão contempladas. 

Coronavírus e os obesos

A maior preocupação de obesos do Rio de Janeiro é pegar coronavírus (58%) e ficar sem dinheiro (38%). Quase 70% está desempregado, mas só 13% recebeu o auxílio emergencial do Governo Federal. Essa é a conclusão de estudo liderado pelo médico Cid Pitombo, coordenador do Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica, que funciona no Hospital Estadual Carlos Chagas. 

PICADINHO

MPRJ expede Recomendação para que município de Nilópolis adote medidas de prevenção à Covid-19 nas unidades do Serviço Residencial Terapêutico.

Procon RJ recebeu mais de 17 mil demandas desde o aparecimento do coronavírus no Brasil. Problema de entregas e aumento abusivo de preços foram destaque.

Colégio Pensi promove live sobre neurociência para adolescentes e estratégias de estudos, hoje (22), às 18h, pelo Instagram. 

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