O drama dos gestores de transporte do Rio

Por Sidney Rezende

Setor dos transportes no Rio passa por problemas e por más notícias
Setor dos transportes no Rio passa por problemas e por más notícias -
A denúncia do Ministério Público Federal contra a cúpula da Fetranspor e um integrante do Tribunal de Justiça do Rio, acusando-os de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, é a pior notícia para o setor nesta pandemia. Os denunciados são o desembargador Mário Guimarães Neto e sua mulher, a advogada Gláucia Iorio de Araújo Guimarães; e os empresários de ônibus Jacob Barata Filho, o ex-presidente da Fetranspor José Carlos Reis Lavouras, o presidente do Conselho Superior do Sindicato Rio Ônibus, João Augusto Morais Monteiro, Miguel Iskin e o doleiro Carlos Eduardo Caminha Garibe.

A família Barata é dona de 11 empresas de ônibus no Rio e detém 400 coletivos que circulam na cidade. São elas: Auto Viação Alpha, Jabour, Tijuca, Vila Real, Ideal, Normandy, Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhoras das Graças, Viação Pendotiba, Verdun e Nossa Senhora da Penha. A Viação Sampaio, que opera como empresa de ônibus rodoviário, também pertence ao grupo.
O Ministério Público afirma que o desembargador teria beneficiado os empresários em ações civis públicas que tratavam de licitações.
Um estudo sério em andamento, a serviço dos próprios donos das empresas, dá conta da necessidade de reestruturação da dívida, busca de nova certificação, planejamento estratégico, recuperação judicial em alguns casos. "Nós repactuamos as dívidas de curto prazo e ajustamos os planos", nos disse um dos consultores empenhados em achar saída para o setor. As denúncias do MP jogam uma ducha de água fria para quem tentava novos caminhos dentro da ética.

Acendeu luz amarela em Brasília

Circula em gabinetes do primeiro escalão, em Brasília, um relatório que indica que uma empresa com capital de R$ 50 mil pegou um contrato de R$ 30 milhões junto a uma empresa de abastecimento de água para realizar serviços de "sanitização de favelas". O que se diz é que a empresa com sede em Caxias é "muito pequena", mas de "padrinho grande" e seria ligada a um pastor. 

Saudade do fundo do coração

Carlos Minc e Alfredo Sirkis - Divulgação
Carlos Minc ainda não se refez da morte de um dos seus melhores amigos: Alfredo Sirkis. Além da tristeza que já preocupa os que o querem bem, o deputado vasculhou seus arquivos pessoais em busca de momentos que eternizaram a amizade. Na foto em destaque, Minc e Sirkis com "perucas solares na manifestação pelo clima do planeta". 

De olho nos números

Apesar de todos os efeitos críticos da pandemia, a Prefeitura do Rio está conseguindo bons números. No dia 10 de julho, a arrecadação acumulada da dívida ativa de 2020 (R$ 324 milhões) ultrapassou a equivalente ao mesmo período de 2019 (R$ 311 milhões). Esse é o melhor resultado para o período, desde 2017.

PICADINHO

Senac RJ passa a integrar Conselho Deliberativo do Sebrae RJ, contribuindo nas estratégias e projetos de qualificação dos micro e pequenos empresários.

MPRJ ajuíza ação para que a Câmara dos Vereadores não dê seguimento a projeto apresentado pelo Município do Rio para regularizar construções irregulares.

Jornalista Fran Hochmuller recebe Paulo Michel, presidente da ABIH-RJ para live sobre retomada do turismo hoje (17), às 18h. 

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