A convocação de Neymar por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira agita bolsonaristas e petistasReprodução/RonaldoTV

Os políticos mais experientes sabem o quanto é importante manter equidistância de celebridades do esporte em época de competição internacional. No caso brasileiro, a Copa do Mundo, que acontece de quatro em quatro anos, é o melhor exemplo. A convocação do atacante Neymar Jr, do Santos, levou bolsonaristas - e a maior parte da direita - à euforia. Já circula nas redes sociais a "estratégia" que não só Neymar será a estrela da seleção de Ancelotti, como, trazendo a taça, poderá se recusar a cumprimentar o presidente Lula no Planalto. E isto acontecendo, será um ativo eleitoral para o presidenciável Flávio Bolsonaro. Petistas, por sua vez, optaram por apoiar a seleção com discrição, justamente para blindar Lula na hipótese de deslize e/ou insucesso. Misturar eleição e futebol é tão impróprio quanto religião e política. O resultado é sempre desastroso.