Por ADRIANA CRUZ

Rio - Dez policiais militares, entre eles o major Alexandre Silva Frugoni de Souza, foram denunciadas por quadrilha armada à Auditoria de Justiça Militar  pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), do Ministério Público. Frugoni chegou a ser preso em outubro do ano passado, quando comandava a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Caju. No local foram localizados um arsenal com mais de três mil balas de vários calibres na sala do comandante, armas raspadas e drogas sem procedência.

De acordo com a denúncia, o grupo atuou de 07 de março de 2016 até novembro do ano passado em áreas das comunidades da Coroa, Fallet/Fogueteiro e Caju. Os policiais roubavam fuzil, como aconteceu em 14 de maio de 2017, por volta das 5h, na Rua Itapiru, na Coroa, comunidade da Coroa, quando ficaram com a arma de Francisco Glauber de Souza, o GB e Raphael Santiago Rodrigues, o Canjica.

O grupo fraudava ainda o local de crime para registro em delegacia, como foi o caso da remoção dos cadáveres de GB e Canjica. Eles foram abatidos durante emboscada. O Gaesp pediu ainda a decretação da prisão preventiva de todos os acusados. São eles: major Frugoni; tenente Iago Ariel Cabral Calheiros; sargento Alexandre da Silva Lino; sargento André Luiz dos Santos Guedes; cabo Antônio Ariosan Costa Araújo; soldado Marcelo de Oliveira Sinflório; soldado Victor Félix Rosa da Silva; soldados Leandro dos Reis Lemos; André Miraglia Moura e Igor da Costa Pereira Drumond. 

 
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