
Rio - Com aneurisma da aorta abdominal, o médium João de Deus ganhou o direito no Superior Tribunal de Justiça de ficar internado durante quatro semanas, com monitoramento eletrônico e escolta policial, no Instituto de Neurologia de Goiânia, em Goiás. Ele foi denunciado em relatos de 506 mulheres de abuso sexual durante 'cirurgias espirituais', que atenderam celebridades e altos funcionários públicos do Brasil e do mundo.
"Sendo admitido o risco à vida, este será, em qualquer processo ou fase processual, o primeiro e mais relevante interesse a ser protegido. Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu
estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional", afirmou o ministro Nefi Cordeiro, em habeas corpus apresentado pela defesa.
O ministro determinou que o médico responsável tem que informar à Justiça qualquer melhoria no quadro de João de Deus. Ele foi preso em dezembro e está no presídio de Goianápolis.