Caio Paduan - Globo/Estevam Avellar
Caio PaduanGlobo/Estevam Avellar
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Caio Paduan tem mil e uma faces. A cada corte de cabelo, um novo e diferente Caio (fisicamente) surge. Com uma atuação impecável, o ator chegou a ser finalista em um grande teste para um papel no próximo filme da franquia 'X-Men: Fênix Negra'. Mas por enquanto, ele pretende focar na carreira no Brasil mesmo. O próximo trabalho dele será em 'Verão 90', que estreia nesta terça-feira. Caio Paduan dará vida a Quinzinho, um playboy surfista. Na vida pessoal, o ator assumiu recentemente o namoro com a apresentadora Cris Dias. Sempre muito discreto, ele evita falar do relacionamento com a amada. Na entrevista abaixo, conta um pouco de sua história com a atuação, fala da carreira e até da vida pessoal.

O título de galã te incomoda?

Na verdade, acima de qualquer título, penso que o importante é sempre o trabalho realizado, que tem o poder de 'tocar' ou não as pessoas. Então, a diferença não está no fato de ser um galã, um protagonista ou coadjuvante, o herói ou o vilão, e, sim, em contar uma boa história, vivenciando um personagem com todas suas nuances e particularidades.

Depois de ser cogitado para o filme 'X-men', você ainda pensa em carreira internacional ou deixou isso de lado para investir exclusivamente na sua trajetória no Brasil?

Pensar, a gente pensa, né? Sim, penso. Mas também me sinto muito num caminho interessante no Brasil e quero me aprimorar e evoluir cada vez mais. Sobre carreira internacional, acredito muito que há um tempo para cada propósito que temos, então quero que tudo aconteça de uma forma bem natural, porém, claro, estou sempre estudando, pois o conhecimento também é uma fonte geradora de oportunidades.

Qual foi o personagem divisor de águas na sua carreira e por quê?

Cada personagem marca a gente de uma maneira bem especial, e sou grato a cada um deles. É difícil escolher um, mas posso falar sobre o último, o delegado Bruno, de 'O Outro Lado do Paraíso': foi uma experiência incrível e, sobretudo, uma oportunidade de falar sobre questões importantes como a intolerância que ele via em sua própria casa por estar apaixonado por uma mulher negra. Sinceramente, foram muitas emoções nesse folhetim. A arte em si faz ainda mais sentido quando usada para proporcionar representatividade e reflexão. E eu fiz parte de uma história assim. Me orgulho desse trabalho.

O que você e o Quinzinho, de 'Verão 90 Graus', seu próximo trabalho, têm em comum?

A paixão pelo mar, que estou descobrindo agora por conta do surf, e a relação de irmão que ele tem com os amigos. 'Poucos e bons', sabe?! Ele é desses também.

O que esperar desse personagem?

Quinzinho é um cara de bem com a vida, leve, alegre e quer diversão, mas que também tenta refletir sobre o poder de suas escolhas, sempre baseado em si. Muitas surpresas virão.

Sua relação com a Cris Dias é recente. Decidiram assumir porque a coluna noticiou ou porque se sentiram à vontade pra isso?

A única decisão é: por ser feliz.

Vocês dois preferem uma relação mais reservada ou não ligam pra isso?

O equilíbrio é o caminho.

Já pensou em ser outra coisa da vida em vez de ator?

Já, jornalista. Estudei um ano de jornalismo anos atrás. Na adolescência, eu cheguei a pensar em ser jogador de futebol. Mas a dramaturgia falou mais alto, e hoje eu só quero atuar. Poder viver muitas histórias é um grande prazer.

Você já viveu o pior momento da sua vida? Qual?

Todos os momentos têm sua importância e, no fundo, sejam bons ou ruins, sempre são um aprendizado.

E o melhor momento?

O melhor momento é sempre o momento AGORA.

Do que você se arrepende?

De não ter ido ao Japão pra assistir ao São Paulo se tornar tricampeão do mundo.

Quando veremos Caio Paduan no cinema?

Estarei no cinema este ano com o filme 'Estação Rock', onde interpreto o protagonista Osso, um vocalista de banda que tem o sonho de viver de música e ser reconhecido por sua arte, mas, nesse percurso até o estrelato, precisa administrar suas emoções e os diversos problemas familiares. É um filme de grande aprendizado existencial, pois nos faz refletir sobre nossas escolhas, as ilusões da vida, a família, entre outras coisas. Além disso, esse é meu primeiro trabalho em que canto, então é intensidade pura e muita entrega.

Tem alguém com quem você sonhe em contracenar, mas ainda não teve a oportunidade? Quem?

Tony Ramos e Claudia Abreu, por exemplo.

Quem é sua maior fonte de inspiração para o seu trabalho? Por quê?

A vida em si. A poesia está em todos os lugares, basta estar de poros abertos para senti-la.

Você é do tipo que se joga no trabalho e vive pra ele intensamente ou faz questão de ter uma folga, um tempo pra si?

Sou apaixonado pelo que faço. Meu ofício me traz grandes alegrias e me permite viver experiências que, se eu não fosse ator, talvez não experimentaria. Então estou entregue de corpo, alma e coração. Claro que sempre é importante e necessário um tempo pra si. Curto ir à praia, sair com os amigos, partir numa viagem. Descontração também é uma forma de equilibrar mente e corpo.

Você fez alguma faculdade? Qual?

Fiz um técnico em artes cênicas na Oficina de Atores Nilton Travesso.

Como você se descobriu ator?

Quando adolescente, cheguei a pensar em seguir a carreira de jogador de futebol, mas sempre fiz teatro no colégio e me percebia num estado diferente, instigante. Vi que meu universo poderia ser o artístico, porque me encantava, desde pequeno, ver as pessoas interpretarem, se emocionarem, ou seja, contarem uma história de forma lúdica e sublime. Eu queria ser parte desse universo, por isso comecei bem cedo a estudar teatro e a fazer algumas peças, foi então que surgiu a oportunidade do meu primeiro papel na TV, em Malhação.

Quem foi seu maior incentivador (a)?

Meus pais sempre foram muito parceiros e tinham um olhar único para os meus sonhos. Sou grato a eles pelo apoio, por ouvirem meus desejos, por me darem sustentação pra sempre seguir em frente.

Você é muito vaidoso?

Sinceramente? Sim, mas em equilíbrio, isto é, sou tranquilo, mas acho importante me cuidar. Nosso corpo é o que realmente possuímos, né? E deve receber cuidados, além de ser para mim um instrumento de trabalho.

A cada corte de cabelo, seu rosto muda completamente. Às vezes, nem parece a mesma pessoa olhando rapidamente. Como isso é possível?

Em primeiro lugar, obrigado! Esse é um grande elogio. Bom, mudanças são positivas, ainda mais quando se trata de um personagem. A caracterização é bem importante na fase inicial de construção, pois ajuda na busca pela essência do papel. Estou curtindo esse momento com o cabelo grande e penso hoje que o Quinzinho deveria ter realmente esse corte, principalmente por causa da época em que a história se passa.

Você tem um plano B? Qual?

Nunca tive.

Do que você não abre mão de jeito algum?

De liberdade.

O que você mais detesta nesta vida?

Injustiça.

 

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