Condomínios precisam ampliar suas operações internas para mitigar riscos de invasões e danos no Carnaval, orienta AbadiFreepik

Carnaval chegando e a coluna traz alertas de especialistas sobre a segurança nos condomínios. Fatores como o aumento expressivo de circulação de pessoas, os desfiles de grandes blocos nas ruas e o crescimento das locações por temporada, tornam os prédios mais suscetíveis a acessos indevidos e a golpes. “Quando cresce o fluxo de pessoas, cresce também a necessidade de reforçar os cuidados. É um momento em que visitantes chegam, imóveis são alugados por temporada e a cidade recebe milhares de turistas. Os condomínios precisam ampliar suas operações internas para mitigar riscos de invasões e danos, orienta Marcelo Borges, diretor de Condomínios e Locação da Abadi (Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis).
Outro ponto importante, afirma Bianca Ruggi, advogada especializada na área e vice-presidente da AACEP (Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná), é a necessidade de atenção redobrada ao regimento interno. Segundo ela, o primeiro passo para evitar atritos é entender a natureza da data: no Brasil, o Carnaval é ponto facultativo e não feriado nacional. "Isso significa que, enquanto uns celebram, outros seguem a rotina normal de trabalho. O respeito ao silêncio e à ordem deve considerar quem não está de folga", ressalta a advogada.
Victor Tulli, diretor da Administradora Nacional, destaca que este período exige atenção redobrada não apenas dentro dos condomínios, mas também em relação ao entorno, já que o aumento do movimento nas ruas, com blocos, festas e intensa circulação de pessoas, impacta diretamente a rotina dos prédios, sobretudo aqueles localizados em áreas de maior concentração de eventos. Por isso, de acordo com ele, é fundamental revisar os sistemas de segurança, verificar o funcionamento das câmeras, iluminação e controles de acesso, além de reforçar a vigilância, lembrando que segurança é prevenção e começa antes de qualquer incidente acontecer.
“Com o aumento da circulação de pessoas, muitas vezes fantasiadas e portando objetos, bebidas e adereços, cresce também o risco de danos e sujeira nas áreas comuns, tornando indispensável o reforço do zelo coletivo e da atuação da equipe de limpeza, que costuma ser mais demandada nesse período”, recomenda Tulli. Ele enfatiza ainda importância de uma comunicação clara e constante, com regras visíveis e bem divulgadas por meio de avisos, quadros, aplicativos ou mensagens diretas, garantindo que condôminos, visitantes e inquilinos, independentemente da natureza da ocupação, saibam exatamente o que é permitido ou não, o que ajuda a evitar conflitos e aumenta a sensação de segurança para todos.
Confira outras orientações da Abadi e da AACEP:
1 - Treinamento imediato da equipe
- Revisar protocolos de portaria e registrar acessos formalmente.
- Reforçar procedimentos de identificação e autorização.
- Orientar sobre risco de disfarces e visitantes falsos.
2 - Revisão dos protocolos de acesso
- Registrar visitantes e prestadores de serviço.
- Monitorar áreas sensíveis (garagem, pedestres, serviços).
3 - Comunicação ativa com moradores
- Avisos sobre regras de segurança.
- Alertas sobre portas, garagens e movimentação.
- Reforçar a necessidade de comunicação das movimentações de locação por temporada.
4 - Horário de silêncio. O regimento interno continua valendo. Festa boa é aquela que respeita o limite de decibéis e o descanso alheio.
5 - Uso consciente de piscinas. O acesso de terceiros (não moradores) depende do que dita o regulamento. Além disso, a supervisão de crianças é responsabilidade exclusiva dos pais ou responsáveis, nunca dos funcionários do condomínio.
6 - Limpeza e resíduos. O descarte correto do lixo evita mau cheiro e conflitos. Cuide para que restos de adereços festivos não fiquem espalhados por áreas comuns.
7 - Áreas de Lazer. Ao alugar o salão de festas ou a churrasqueira, o morador deve garantir que a comemoração não invada ou prejudique a circulação em outras áreas do prédio.