A intenção de compra e de aluguel de imóveis registrou alta no início deste ano na cidade do Rio, com avanços de 25% e 7%, respectivamente, segundo o Índice de Confiança Loft, feito em parceria com a Offerwise. No caso da aquisição, o estudo afirma que foi o maior patamar desde o início da série, em novembro de 2024, que ficou em 18%.
Já com relação à locação, o crescimento na capital passou de 6% para 7% no mesmo período, também considerado o mais alto da série. A pesquisa identificou ainda que o percentual do grupo que declarou não pretender comprar, alugar ou vender imóvel caiu de 65% para 56%.
Fábio Takahashi, gerente de Dados da Loft, explica que essa decisão depende muito da expectativa de renda futura. "Quando cresce o grupo que acredita em melhora financeira e diminui o grupo pessimista, a tendência é que mais pessoas se sintam confortáveis para tomar decisões de maior porte", afirma Takahashi.
Mais de 31 mil vagas na construção
A indústria da construção gerou 31.099 novos empregos em fevereiro no país, variação de 1,04% em relação a janeiro. No primeiro bimestre deste ano, o setor abriu 81.637 vagas com carteira assinada, alta de 2,77%. Os dados são do Cadeg (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). De acordo com Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), as contratações no primeiro bimestre repuseram cerca de 61% das vagas fechadas na construção no último trimestre de 2025. "O dado reflete a dificuldade em contratar mão de obra especializada, mas também mostra alguma diminuição na construção de novas obras para o segmento de renda média, devido à persistência dos juros elevados", analisa Estefan.
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