Os imóveis usados mantiveram a liderança, com 77% das compras no primeiro trimestreFreepik

Os descontos nortearam as negociações entre compradores e vendedores de imóveis no país. Os abatimentos chegaram a 67%, em março, contra 61% do mesmo mês de 2025. O resultado aproxima-se do maior patamar já registrado pela Pesquisa Raio-X FipeZAP, que foi de 70%. Segundo o estudo, o desconto médio atingiu 9%, considerando o total de transações, incluindo as sem redução, e 13% quando consideradas apenas as em que houve diminuição em relação ao valor anunciado.
A participação de pessoas que declararam ter adquirido um imóvel também cresceu: de 10% no primeiro trimestre do ano passado para 12% no mesmo período deste ano. Os usados mantiveram a liderança, com 77% das compras, ante 23% de imóveis novos. Com relação ao objetivo da aquisição, 60% compraram para moradia e 40% para investimento.
Dos que fecharam negócio para investir, 58% pretendem obter renda com o aluguel e 42% pensam na alternativa de revenda após a valorização. Já entre os compradores que vão usar como moradia, a intenção de morar com alguém liderou com 72%, seguida por “morar sozinho”, 17%, e “outra pessoa morar” com 11%.
A pesquisa identificou ainda que a intenção de compra do imóvel para os próximos três meses avançou de 33% para 37%, recuperando o patamar próximo à média histórica da pesquisa, de 38%. As unidades usadas são as preferidas de 55%. Os indiferentes entre novas e usadas representaram 38% e os que buscavam apenas imóveis novos fecharam em 6%. Sobre os objetivos da compra, a moradia liderou com 90%.