Mesmo com a queda em abril, imóveis com aluguel de até R$ 1 mil permaneceram com as maiores taxas de inadimplênciaIA
Dívida de aluguel atinge menor nível em 12 meses
Inadimplência caiu para 3,18% em abril, afirma pesquisa
A inadimplência do aluguel no Brasil caiu pelo segundo mês consecutivo e chegou a 3,18% em abril, o menor nível dos últimos 12 meses. O resultado dá sequência ao recuo registrado em março: 3,21%, após a alta registrada em fevereiro, de 3,55%. E na comparação com abril de 2025, quando o percentual foi de 3,15%, a diferença é um aumento de apenas 0,03 ponto percentual. Os números são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da plataforma Superlógica.
No recorte de faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil permaneceram com as maiores taxas, mesmo com a queda no quarto mês do ano. Nos residenciais, a dívida nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% de março. E nos comerciais, o percentual fechou 7%, em abril, ante 7,41% do mês anterior. Já as locações residenciais entre R$ 3 mil e R$ 5 mil registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.
A pesquisa também mapeou a inadimplência por regiões. Em abril, o Nordeste registrou 4,98%, alta de 0,21 ponto percentual em relação a março, e segue com a maior taxa do país. O Norte ficou em segundo lugar, com 4,37% ante os 4,29% do mês anterior. Por outro lado, o Centro-Oeste recuou de 3,17% para 2,97%, o Sudeste de 3,14% para 2,94% e o Sul de 2,77% para 2,65%.
"A sequência dos últimos meses mostra uma melhora depois da alta registrada em fevereiro, mas ainda é cedo para tratar esse movimento como uma tendência consolidada. A inadimplência continua em patamar baixo no agregado nacional, porém há diferenças importantes por faixa de aluguel, tipo de imóvel e região”, analisa Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica.
Segundo ele, os dados mostram que o cenário não está concentrado em um único perfil de locação. “A faixa de até R$ 1 mil segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira", observa Gonçalves.

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