Estúdio decorado de condomínio que será construído na Rua Visconde de Pirajá, em IpanemaDivulgação

O mercado imobiliário carioca segue registrando forte velocidade de vendas nos novos projetos. Em diferentes regiões da cidade, empreendimentos voltados para locação de curta temporada (short stay) chegam a 100% das unidades comercializadas nos lançamentos, o que confirma o apetite de quem deseja morar ou investir. O caso mais recente é o Parque Studios, da Balassiano Engenharia, em Ipanema. O empreendimento, que será erguido no terreno onde funcionou uma rede de salões de beleza na Rua Visconde de Pirajá, teve mais de 50% das suas 67 unidades vendidas na abertura, realizada nesta quinta-feira. Com R$ 150 milhões de VGV (Valor Geral de Vendas), o projeto oferece estúdios, lofts com pé-direito duplo, double suítes e coberturas, de 35 a 66 metros quadrados (m²), além de duas lojas. Terá também rooftop com piscina de borda infinita, jacuzzi e sauna com vista panorâmica da Lagoa Rodrigo de Freitas, da Floresta da Tijuca e do Cristo Redentor, academia, lobby com espaço multiuso, mini market e coworking, bicicletário e OMO lavanderia.

“O Parque Studios está localizado em uma microrregião que tem potencial de ser a mais valorizada do bairro. Estamos a alguns passos do novo Parque Jardim de Alah e no raio de 300 metros da praia, da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Shopping Leblon, do ‘quadrilátero do charme’ e da estação do metrô”, afirma Thiago Balassiano, sócio da construtora.
Novo residencial no Centro do Rio prevê a modernização do edifício histórico, inaugurado em 1953 - Divulgação
Novo residencial no Centro do Rio prevê a modernização do edifício histórico, inaugurado em 1953Divulgação


Já no Centro do Rio, o Se7e Full Week Studios, retrofit das construtoras Calçada e Montserrat no antigo Vertical Shopping, na Rua Sete de Setembro 48, esquina com a Rua da Quitanda, teve 100% das suas 182 unidades comercializadas no dia do lançamento, no início de junho. Com VGV de R$ 72 milhões, o novo residencial prevê a modernização do edifício histórico, inaugurado em 1953, adaptando-o às novas dinâmicas urbanas. São estúdios a partir de 23 m², duas lojas no térreo e ambientes de lazer no rooftop, entre eles piscina, deck seco, sauna, academia, espaço gourmet e churrasqueira. Já as comodidades no subsolo incluem área de convivência com jogos, mini market, lavanderia, espaço delivery, coworking, sala de reunião e bicicletário. "O Centro vive hoje uma dinâmica verdadeiramente 'sete por sete'. Durante a semana, atende à demanda executiva, impulsionada pela proximidade com escritórios, comércio e o Fórum. Nos fins de semana, a mobilidade facilitada pelo metrô, VLT, barcas e aeroporto amplia o acesso aos principais polos culturais e turísticos do Rio", observa João Paulo Matos, CEO da Calçada.

Tanto no Parque Studios quanto no Se7e Full Week Studios, a gestão da locação das unidades será feita pela Lobie, especializada na gestão inteligente de ativos imobiliários voltados para o aluguel de curta temporada. E o que explica essa grande procura por compactos? Ernesto Otero, CEO da Lobie, lembra que o país teve uma transição demográfica importante. “A idade média da população está maior, as pessoas estão envelhecendo, tendo menos filhos e casando mais tarde. Na década de 1970, a média das famílias era de quatro, três filhos, então, os apartamentos tinham que ser de três e quatro quartos. Hoje, a faixa mais populosa é entre 30 e 40 anos e esse público, a grande maioria, não casou. Esse é o primeiro componente da demanda”, analisa Otero.

O segundo fator, de acordo com ele, é o investimento. “Temos uma demanda por turismo latino-americano e local muito maior, permitindo a chegada de turistas que antes não vinham para o Rio. Além disso, vale ressaltar que a modalidade de locação por temporada oferece um rendimento melhor que os fundos imobiliários. Basta ver os resultados dos lançamentos com esse perfil na cidade”, complementa Otero.