A mulher deixou de ser apenas coadjuvante na decisão de comprar um imóvel, avalia especialistaAI
Segundo a especialista, a mulher deixou de ser apenas coadjuvante na composição de renda ou influenciadora secundária da decisão para se tornar a protagonista do crédito, liderando compras, movimentando o mercado de alto padrão ao popular e influenciando diretamente o desenvolvimento de novos produtos imobiliários no país. Ela diz ainda que o acesso ao crédito também se tornou mais viável para esse público. “Podemos dizer que esse acesso se tornou consideravelmente mais acessível e desburocratizado para o público feminino, impulsionado tanto por avanços regulatórios quanto pela mudança de postura das próprias instituições financeiras”, afirma Elisa.
Ao mesmo tempo, ela lembra que essa tendência não significa que todos os obstáculos tenham sido eliminados. “Embora haja mais facilidades e um olhar atento dos bancos para a jornada feminina de compra, ainda enfrentamos desafios estruturais do mercado de trabalho, como a disparidade salarial e a informalidade”, observa Elisa. Por isso, a facilidade de obter o crédito imobiliário deve vir acompanhado de planejamento para que a compra resulte em um patrimônio sustentável. Confira mais dicas da especialista:
- O primeiro cuidado é entender a real capacidade de pagamento ao longo do tempo, garantindo que as parcelas não comprometam excessivamente o orçamento (o recomendado é comprometer até cerca de 30%) e que exista uma reserva de emergência bem estruturada para cobrir imprevistos como oscilações de renda ou transições de carreira.
- Também é fundamental ter atenção à proteção jurídica e patrimonial, compreendendo o impacto do regime de bens e das cláusulas contratuais, especialmente quando o imóvel é adquirido em momentos de reorganização familiar, como casamentos, uniões estáveis ou após um divórcio.
- Não observe apenas o preço ou o valor da parcela. Localização, possibilidade de valorização e despesas como condomínio e impostos também precisam entrar na conta. A mulher deve olhar para o imóvel não apenas sob o prisma da moradia, mas como um ativo de autonomia financeira e de vida.
- Um dos erros mais comuns e perigosos é observar apenas o valor da parcela mensal e desconsiderar o CET (Custo Efetivo Total) do financiamento, bem como as despesas burocráticas e operacionais de entrada, a exemplo do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), escritura e registro.
- Tenha atenção aos juros e aos índices de reajuste previstos no contrato. Um equívoco frequente é não realizar essa análise criteriosa, o que pode encarecer a dívida em cenários inflacionários.
- Evite o imediatismo, compare as condições de diferentes instituições financeiras e busque assessoria jurídica ou consultoria especializada antes de assinar o contrato.

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