Prefeito Dr. Serginho (PL)Reprodução
Serginho lembrou que a Prefeitura se antecipou e promoveu reuniões com a Prolagos e a Enel antes do início da temporada para garantir que os serviços essenciais estivessem à altura da demanda. Segundo ele, as concessionárias asseguraram que estavam preparadas. "Estavam?", questionou, em tom de indignação, ao relatar os transtornos enfrentados pela população.
De acordo com as explicações apresentadas pelas empresas, uma queda de energia no dia 30 teria afetado a estação de tratamento de água, seguida, no dia 31, pela ruptura da principal adutora que abastece Cabo Frio e Búzios. Para o prefeito, porém, esse tipo de justificativa não convence quem ficou sem água em casa no auge do verão. "E o que a população tem a ver com isso? Absolutamente nada", disparou.
Diante do cenário, Serginho afirmou que o município não se omitiria. A Prefeitura colocou a Comsercaf em campo para auxiliar no abastecimento por meio de carros-pipa às áreas mais críticas e acionou o Procon para apertar o cerco contra as concessionárias. O recado foi claro: o cidadão não pode pagar pela ineficiência de quem tem a obrigação contratual de prestar um serviço digno.
Embora o abastecimento esteja sendo restabelecido, o prefeito deixou claro que a cobrança continuará. "É dever das concessionárias resolver imediatamente e garantir que isso não volte a acontecer", reforçou. A fala, mais do que um desabafo, soou como um aviso: a paciência da Prefeitura — e da população — tem limite.

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